Em reunião do Conass, secretário Carlos Lula alerta para diálogo sobre o planejamento da Saúde para 2022

Alerta foi feito em Brasília durante reunião com representantes de 21 estados (Foto: Divulgação/Conass)

“A gente tem que fazer uma indagação neste momento: que cenário a gente tem para 2022?”, provocou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, na abertura da 10ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do qual é presidente. A reunião aconteceu em Brasília, nesta quarta-feira (27), com a presença de representantes de 21 estados.

Carlos Lula voltou a propor o debate com o legislativo federal sobre o orçamento da Saúde. “Precisamos unir todos os entes do pacto interfederativo – União, Estados e Municípios – e impedir uma desagradável surpresa no orçamento para o próximo ano. Leitos de UTI, cirurgias eletivas, expansão de serviços, tudo isso precisa de aporte de mais recursos, não menos. Se a gente puder construir essa conversa com o parlamento, é possível apresentar as necessidades do SUS”, disse.

A expectativa é que o Orçamento da Saúde para 2022 seja votado ainda este ano. A estratégia do secretário Carlos Lula é fazer articulações para impedir perdas, sobretudo nos recursos de combate à pandemia da Covid-19, que ainda preocupa os sistemas públicos de saúde dos estados.

Durante a reunião, o secretário de Saúde do Amapá, Juan Silva, revelou o cenário epidemiológico no norte do país, na cidade de Oiapoque, fronteira com a Guiana Francesa. “Lá, tivemos uma explosão de casos de Delta, apesar do lado brasileiro estar próximo de 70% de vacinados com a primeira dose, o lado da Guiana tem menos de 40%”, alertou.

Preocupado com as variantes, Nésio Fernandes, secretário de Saúde do Espírito Santo, apresentou a necessidade de avaliar a possibilidade da dose de reforço para toda a população no próximo ano. “Esta pauta precisa entrar na agenda porque nós temos que fazer uma programação com as autoridades sanitárias e o Brasil tem autonomia na produção de importantes vacinas, que barateia os custos na aquisição dessas vacinas”, ressaltou.