Governo apresenta atualização de protocolo clínico e dialoga sobre condutas em casos de risco de suicídio em oficina
O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), fez o encerramento da campanha Setembro Amarelo, nesta sexta-feira (29), durante a Oficina de intervenção em tentativa de suicídio na rede de urgência e emergência, no auditório da SES. Na ação foi apresentada a atualização do Protocolo Clínico de Urgência e Emergência em Saúde Mental.
O superintende de Atenção Primária da SES, Willian Vieira, destacou a importância da atualização do Protocolo Clínico de Urgência e Emergência em Saúde Mental para os profissionais de saúde. “Esse atendimento precisa ser descentralizado. Quando ocorre algo, o serviço fica voltado somente para as referências, como o Hospital Nina Rodrigues, mas temos toda uma gama de serviços de acolhimento desse paciente, como as Unidades de Pronto Atendimento e Unidades Mistas de Saúde”, disse.
O documento destaca a orientação para os profissionais sobre a rede de urgência e emergência, assim como o auxílio nas condutas de casos como, risco de suicídio, delírio, intoxicação por álcool, entre outras. O protocolo discorre sobre os tipos de emergência psiquiátrica, as diretrizes gerais para a contenção física e/ou mecânica e medicamentosa e a indicação de tipos de medicamentos e dosagens de cada e forma de uso.
“É um instrumental, uma espécie de manual desenvolvido pelo departamento de Saúde Mental e pela Residência Médica do Hospital Nina Rodrigues. Durante esse mês, nós tentamos disseminar que essa temática se constrói todos os dias, não é só durante a campanha. A saúde sozinha não faz saúde mental. Além da rede psicossocial, precisamos da educação, do esporte e lazer, e da assistência social para que esse ser humano possa ser atendido na sua integralidade”, explicou a chefe do Departamento Atenção à Saúde Mental da SES, Isabelle Rêgo.
Presente na oficina, a diretora administrativa do Hospital Regional de Morros, Rosana dos Santos, disse que o protocolo é muito esclarecedor. “Ainda não realizamos esse atendimento. Entender como deve funcionar e já ter todas essas diretrizes irá nos permitir começar, pois ainda transferimos pacientes para o hospital de referência. Como atendemos uma região bem extensa, será importante para além de evitarmos descolar essa pessoa para outro local, atendermos todos que procurem a unidade em uma dessas condições”, pontuou.
Durante a campanha Setembro Amarelo, a SES realizou ações integradas com várias áreas como a educação, além de promover o Seminário de Violência Autoprovocada, visto a necessidade de fortalecer a prevenção e a notificação dos casos.