Com segurança e criatividade, festas juninas comemoram o São João nos Centros Socioeducativos da Funac

Decoração da festa junina (Foto: Divulgação)

Os Centros Socioeducativos da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), órgão vinculado à Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), não deixaram que a alegria das festas juninas se apagasse neste período de pandemia. Na festança, a integração dos socioeducandos com a equipe técnica, além disso, comidas típicas, brincadeiras, conhecimentos, música popular maranhense e nordestina prestigiadas pela equipe de gestão.

A presidente da Funac, Sorimar Saboia avalia as atividades sociopedagógicas de extrema relevância na rotina socioeducativa. “Além do conhecimento, com a interação com a nossa cultura popular, os socioeducandos não só participam da atividade, é um momento de fortalecer os vínculos com os servidores. Cada um tem um objetivo e nos faz superar as adversidades, como esse período de pandemia que nos motiva a ser melhores. Parabéns a todos que compõem a equipe do sistema socioeducativo”, afirma.

A equipe de todos os Centros caprichou na criatividade, o que resultou em um excelente momento entre toda a comunidade socioeducativa. Foram trabalhadas diversas temáticas como: a tradição dos festejos juninos, comidas típicas, os ritmos de bumba-meu-boi do Maranhão, as indumentárias e tipos de danças, como: lelê, coco, cacuriá, caroço, tambor de crioula, tambor de mina e quadrilha. Na exposição, destacaram-se a comemoração popular de rua, tipicamente folclórica, que é a tradicional Festa do Divino e também os padroeiros juninos, Santo Antônio de Pádua, São João Batista, São Pedro e São Marçal.

A coordenadora técnica do Centro Socioeducativo de Internação Sítio Nova Vida (CSISNV), Gilzete Ribeiro, explica qual alternativa pensaram para comemorar as festas juninas em meio a pandemia, para que não perdesse o sentido das festas. “Fizemos uma programação durante toda a semana, em que abordamos a história, as festividades, o São João no Brasil e especialmente o São João no Nordeste e suas especificidades. Com rodas de conversas e exibição de vídeos. Na culminância, tivemos brincadeiras, com músicas e almoço típico. Não podíamos deixar de exaltar a nossa cultura”, comenta. 

De acordo com a diretora do CSISNV, Elivânia Estrela, o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), que propõe a execução de medidas socioeducativas, estabelece, ainda, a garantia de direitos humanos para crianças e adolescentes, assim como o artigo 74 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“No CSISNV tivemos a oportunidade de realizar uma atividade em alusão ao São João e os adolescentes conhecerem mais sobre a nossa cultura, as influências de outras culturas nas comidas típicas e indumentárias. Durante a semana, os socioeducandos participaram de uma oficina de comidas típicas. A atividade de encerramento foi um momento de partilha, de alegria e valorização da nossa cultura”, avalia Elivânia Estrela. “Eu achei interessante todas as atividades, pois retratou a nossa cultura, as brincadeiras realizadas no São João, a comida típica. Eu gosto das festividades juninas e dentro do sistema socioeducativo tive a oportunidade de ter mais aprendizado”, comenta o adolescente do Sitio Nova Vida.

Diretora técnica, Lúcia Diniz (Foto: Divulgação)

O Centro Socioeducativo Florescer realizou um círculo celebrativo sobre o São João do Maranhão, com exibição de documentários, desfiles e correio elegante. “Diferente dos anos anteriores este ano tivemos que nos reinventar, devido a pandemia. Seguindo as recomendações do protocolo de proteção higiene e segurança, realizamos um círculo de celebração do São João, através de documentários, dinâmicas, desfile com roupas típicas do período junino, como a quadrilha, o boi bumbar, dança portuguesa e uma reflexão também através dos painéis, que foram expostos o quanto é bela a nossa cultura”, diz a diretora do Florescer, Miriam Machado.

“Realizamos um paralelo do antes da pandemia e como está sendo este ano com o distanciamento social e a não realização dos arraiais. Como os grupos e as pessoas estão se reinventando para que a sociedade possa ter em suas casas e acompanharem através das lives essa festividade tão importante para nós. No correio elegante, todos do círculo puderam escrever mensagens positivas e de boas energias para que o ano de 2021 seja diferente e possamos aproveitar toda a nossa cultura”, acrescenta Miriam.

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