Em três semanas Fesma realiza mais 1.500 atendimentos em territórios indígenas

“Nós agradecemos ao Governo do Maranhão por esse apoio no combate ao Covid-19, ao tratamento do nosso povo. Todo nosso carinho e gratidão aos profissionais da Fesma que estão aqui nos ajudando. Nós precisamos muito e eles vieram no momento certo”. Essas palavras de gratidão foram ditas por Aldair Pompeu Guajajara, Agente de Saúde Indígena, da aldeia Cachoeira – etnia Guajajara, em Barra do Corda, durante ação da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma).

Desde o início do mês de junho, os profissionais da Fesma estão realizando atendimentos à população indígena do Maranhão. Em três semanas, já foram visitadas 40 aldeias e realizados mais de 1.500 atendimentos – há situações em que o mesmo paciente é atendido mais de uma vez. A ação é em parceria com equipes multidisciplinares do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei). São realizados testes rápidos para Covid-19, consultas médicas e de enfermagem, distribuição de medicação, orientações de como prevenir o Covid-19 e distribuição de máscaras. 

Além disso, os profissionais da Fesma realizam o reconhecimento da situação sanitária dos territórios indígenas, atendimento individualizado às famílias, fazendo a estratificação de risco – separando os pacientes que têm síndromes respiratórias agudas potencialmente graves, dos casos leves. Nestes, os pacientes são orientados em relação aos cuidados de higiene e o tratamento a ser seguido. Já os casos potencialmente graves são encaminhados para os hospitais macrorregionais do Estado.

“É um trabalho muito bom, muito efetivo, de alta resolução, porque de fato,  os problemas são resolvidos. Quando não podem ser resolvidos na aldeia, as próprias equipes da Fesma e do Dsei, fazem o transporte desses pacientes para os hospitais macrorregionais, ou pelo menos, geram o fluxo específico de assistência”, destacou o secretário de Estado de Políticas Públicas, Marcos Pacheco.

“Agradecemos o apoios da Fesma aqui nos atendimentos. Com certeza fizeram muita diferença na triagem dos pacientes para Covid-19, além das orientações”, disse Kauana Rabelo – responsável técnica do Dsei – polo base de Barra do Corda. 

A enfermeira da Fesma, Sílvia Costa, que atua na região de Barra do Corda, diz que as equipes têm sido muito bem recebidas. “Nós sentimos como eles são gratos por estarmos lá cuidando da saúde deles, dando todas as orientações para que evitem e nos casos confirmados, tratem esta doença que infelizmente, chegou aos territórios indígenas”, afirmou a enfermeira.

“Esse trabalho é de fundamental importância para levar, em parceria com o Dsei, atendimento de qualidade à população indígena. A Fesma conta com profissionais de excelência, que estão ofertando o melhor atendimento a essa população tão vulnerável”, pontou a secretária-adjunta de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, da SES, Waldeíse Pereira. 

Covid-19 em territórios indígenas

Segundo dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), já foram confirmados 943 casos da doença em indígenas no Maranhão, 347 estão em investigação e já ocorreram seis óbitos.

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