Equipamento criado na UEMA garante proteção contra coronavírus

Pulverização tem eficiência média de 80% de proteção

Servidores, visitantes e internos do Complexo Penitenciário São Luís, em Pedrinhas, podem contar com importante ferramenta para diminuir a possibilidade de contaminação pelo coronavírus. Criada na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), a Estação de Desinfecção Individual, espécie de cabine, está instalada na entrada da penitenciária e dispara jato contendo substância sanitizante em quem passa. A substância atua por até três horas e tem eficiência média de 80% de proteção, dependendo do local pulverizado e do tempo de exposição. 

A Estação de Desinfecção Individual fica na portaria unificada da penitenciária e higieniza qualquer pessoa que passar por ela. Ao entrar, a pessoa faz um movimento de 360 graus, para que a substância possa alcançar o máximo possível de superfície corporal e, assim, potencializar a imunização. A fórmula sanitizante também foi desenvolvida na pesquisa da universidade. Todas as pessoas que passarem pela portaria unificada terão acesso à cabine, que foi instalada há uma semana e já beneficia internos, visitantes e servidores. 

O secretário de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), Murilo Andrade, enfatizou que o equipamento de desinfecção representa uma medida prática e inovadora no sistema prisional, garantindo mais segurança aos servidores, internos e visitantes do Complexo Penitenciário São Luís. “Essa iniciativa é muito importante e se soma às demais ações que vêm sendo promovidas para combate aos vírus e bactérias, e, principalmente, no controle do novo coronavírus”, pontua o gestor. 

A cabine de desinfecção foi desenvolvida pelo professor da UEMA e engenheiro mecânico, Kaio Nogueira, que ressalta ser de suma importância a utilização da cabine. “Este equipamento tem objetivo principal de apoio aos profissionais que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus e foi projetado para diminuir o índice de proliferação da doença. Nesse sentido, a universidade está inclusa no ensino e também no desenvolvimento tecnológico, e o curso de Engenharia Mecânica vem contribuir grandemente no combate à esta pandemia”, reforçou o professor.

A cabine possui estrutura metálica, revestida com material tipo lona, composta por sistema de tubulação por onde serão dispensados jatos de solução química diluída. Conta ainda com sistema de bombeamento e automação. Funciona com energia a 220V e conta com reservatório com autonomia de até 24h abastecido. O projeto pode ter tamanhos variados, de acordo com as necessidades e locais de uso. Pode ser usada individual ou coletivamente e se destina a ambientes de aglomeração como hospitais, shoppings, terminais de integração, escolas, supermercados e afins.

O professor Kaio Nogueira aponta que os resultados do antisséptico utilizado na cabine têm sido de boa eficiência de proteção. “Com isso, os profissionais terão um pouco mais de tranquilidade no seu dia a dia de trabalho. E que permaneçam seguindo os protocolos da Organização Mundial de Saúde. A cabine é uma barreira a mais nesse protocolo”, alerta o profissional. 

A criação contou ainda com professores do Departamento de Engenharia Mecânica (DEMECP) da UEMA e tem custo 70% menor que a média nacional. Outros equipamentos devem ser produzidos em parceria UEMA e SEAP.

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