Centros Socioeducativos da Funac realizam atividades de escolarização

Atividades de reforço e acompanhamento escolar, vídeos, jogos, dinâmicas e projetos de leitura. Estas são algumas das ferramentas utilizadas nos Centros Socioeducativos da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), para dar continuidade ao processo de escolarização dos socioeducandos, considerando a suspensão das aulas regulares, durante a pandemia da Covid-19. 

Pedagogos e técnicos das unidades de atendimento da Região Metropolitana de São Luís e das cidades de Imperatriz e Timon adotaram estratégias para ambientar os adolescentes à nova dinâmica de estudos, além de realizar o acompanhamento e supervisão desse processo. Estas ações têm a participação dos professores da rede pública, lotados nas unidades, que elaboram os conteúdos e atividades, abrangendo os níveis variados e o perfil escolar dos socioeducandos.  

De acordo com a presidente da Funac, Sorimar Sabóia, as iniciativas de escolarização ocorrem em diálogo com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), as escolas de referência, os professores e as equipes da Funac. “Acima de tudo, tem sido um trabalho coletivo para que possamos garantir o direito fundamental da educação aos socioeducandos”, acrescentou.

As coordenadoras dos Programas Socioeducativos da Grande Ilha e dos Regionalizados, Jucimeire Rabelo e Eunice Fernandes, ressaltaram a adoção de medidas para a escolarização. “As nossas equipes têm sido criativas e utilizam diversas estratégias e tecnologias para viabilizar a execução das atividades, de forma que os socioeducandos mantenham o ânimo com os estudos, apesar do contexto. Realizamos também a adequação dos espaços e tomamos as precauções de saúde necessárias como uso de máscara, álcool gel e o distanciamento nos espaços de estudo”, pontuou Jucimeire Rabelo. 

Atividades pedagógicas

No Centro Socioeducativo da Região Tocantina, em Imperatriz, conteúdos das disciplinas como inglês, matemática, português e artes estão sendo ofertados para os socioeducandos. Com essas iniciativas, o foco é manter o interesse dos adolescentes na aprendizagem dos conteúdos. “A nossa intenção é que os socioeducandos permaneçam interessados nos estudos e com o desejo de refazer seus projetos de vida pautados na educação. É proporcionar a continuidade de uma rotina de estudos, mesmo sem as aulas regulares, para ao retornar as atividades não apresentarem dificuldades”, disse a pedagoga Deurilene Mesquita. 

A equipe pedagógica do Centro Socioeducativo de São José de Ribamar realiza as atividades de reforço e foca no letramento, para desenvolver as habilidades e a função social de ler, escrever e a matemática básica de alguns socioeducandos. “Estes momentos favorecem para a familiarização com a escrita e a leitura, habilitando-os para uma maior experiência e desenvolver as práticas do seu uso nos mais diversos contextos sociais”, explicou o pedagogo Antonio Jorge.

“Essas aulas são boas porque revisamos nossos conhecimentos e aprendemos novos conteúdos e assuntos, é importante porque a gente continua aprendendo, e quando tudo isso passar, vamos estar mais preparados para a escola”, disse um dos socioeducandos da unidade de Imperatriz.   

Outro Socioeducando agradeceu o empenho das equipes em garantir a escolarização. “Nesse momento de pandemia, eu agradeço o cuidado das equipes que tem desenvolvido essas aulas de reforço, pois só assim continuamos estudando e aprendendo outros conteúdos. Espero que as aulas voltem logo também”, falou. 

O Centro Socioeducativo Florescer desenvolve oficina pedagógica de algumas disciplinas como português, matemática, conhecimentos gerais, e mais já realiza o preparatório para o concurso de redação da Defensoria Pública da União, que a unidade participa todos os anos. “A oficina tem o objetivo de relembrar um pouco os conteúdos, fizemos um roteiro das principais matérias em conjunto e tem sido muito prazeroso e importante para as socioeducandas esta aprendizagem”, afirmou a pedagoga, Iranildes Correia. 

Projetos de Leitura

A leitura é uma das estratégias que ganhou ainda mais espaço nas unidades de atendimento. De acordo com o perfil dos socioeducandos, as unidades desenvolvem ações variadas de incentivo a esta prática. 

No Centro Socioeducativo do São Cristóvão, em São Luís, os adolescentes escolhem suas próprias leituras, com a iniciativa da “Cadeira da Alegria da Leitura”. A socioeducadora Marilene leva os livros em cada alojamento para que eles possam selecionar suas leituras do dia. “O objetivo é fazer com eles desenvolvam o gosto pela leitura sem imposição, descobrindo o prazer em saborear sua leitura escolhida”, explica a socioeducadora.

Materiais adotados nas ações educativas

Em Timon, na unidade provisória da Região dos Cocais, a leitura conquista mais adeptos com a iniciativa desenvolvida pela equipe. “Adotamos medidas como o reforço escolar e projeto de leitura, entendemos que esse acompanhamento educacional é de suma importância, principalmente neste período. Os adolescentes estão bastante participativos e demonstrando interesse com os encontros, que são realizados 3 vezes na semana e com grupos de 4 adolescentes”, explicou a coordenadora técnica da unidade, Géssyka Alencar.

Quanto ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), as unidades de atendimento já estão orientadas a realizar levantamentos dos socioeducandos aptos a fazer o exame e definir planejamentos específicos com foco na preparação dos adolescentes.

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