Professores quilombolas avaliam Formação ofertada pela Governo e a UFMA

Formação de professores quilombolas (Foto: Cinaldo Oliveira)

“Estamos levando daqui uma bagagem inovadora. A escola se sente privilegiada por participar de uma formação como essa, que só enriquece o conhecimento do professor”, avaliou a professora Rafaela Pinheiro Barbosa, do Centro de Educação Quilombola Prof. Newton Neves – Anexo Magnificate, no município de Itapecuru Mirim, durante o encerramento da formação “Educação para relações étnico-raciais e para o Ensino da História e Cultura Africana e Afro-brasileira”, nesta sexta-feira (22).

Ao todo, foram ofertados pelo Governo do Estado, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), cinco dias de formação, para 350 educadores, pesquisadores e estudantes da Universidades, 40 professores dos Centros de Educação Quilombola e gestores de políticas de igualdade racial.

“Foi a primeira formação com esse número de pessoas, a primeira com esse número de professores e com saldo positivo. Todos os palestrantes com vivência na temática, tanto professores, quanto reitores das Universidades de Moçambique que estiveram aqui, e docentes do curso de Estudos Africanos e Afro-brasileiros da UFMA”, ressaltou a Assessora de Educação do Campo e Educação Escolar Quilombola da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Marinilde Martins.

Professores, pesquisadores e estudantes participaram da formação (Foto: Cinaldo Oliveira)

O professor Cláudio Júlio, gestor do CEQ Rosalino de Lima Martins, de Guimarães (quilombo Damásio), destacou a expectativa de poder levar os conhecimentos adquiridos na formação para a escola. “Vou levar informações importantíssimas para o nosso alunado. Foi um aprendizado ímpar e, com certeza, vai fazer toda a diferença, porque a formação nos orientou a respeito da aprendizagem com os mais velhos da comunidade, fazendo um resgate cultural das nossas raízes”, explicou.

A Formação tem por objetivo propiciar a realização do projeto de formação de professores estaduais para que o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira seja realizada a partir de uma perspectiva intercultural emancipatória, além de debater acerca das políticas antirracistas no mundo para contribuir com a formação e a implementação de políticas públicas que efetivem a igualdade étnico-racial no estado do Maranhão.

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