Uema inicia primeira turma de mestrado em Engenharia e Sistemas Aplicados a Engenharia Aeroespacial

Curso será ministrado por professores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) co vistas a potencializar o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), com formação qualificada. Foto:Divulgação

O Governo do Estado fortalece o setor aeroespacial no Maranhão ao dar início nesta segunda-feira (20) à primeira turma do Curso de Mestrado Profissional em Engenharia de Computação e Sistemas Aplicados à Engenharia Aeroespacial. O curso será ministrado por professores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). A iniciativa visa a potencialização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), com a formação de pessoal qualificado para atuar no setor aeroespacial, fazendo com que o CLA tenha impacto na economia do Maranhão.

O mestrado é fruto de uma parceria da Uema com o ITA, via cooperação entre o Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), que irá conceder bolsas aos participantes. Na manhã desta segunda-feira foi realizada a aula inaugural do curso no auditório da Biologia da Uema com as presenças do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, do reitor da universidade, Gustavo Costa, do representante do ITA, Luís Carlos Góes, que ministrou a aula, e do diretor do CLA, coronel Luciano Valentim Rechiuti, entre outras autoridades.

Durante seu pronunciamento, o secretário Jhonatan Almada destacou que o curso é o cumprimento de uma meta do plano da Secti que prevê as principais ações para a ciência, tecnologia e inovação no Maranhão. “Para a secretaria é um momento de congraçamento e de alegria porque estamos enxergando um avanço concreto nesta área no maranhão, com a formação de quadros técnicos de pesquisadores que irão internalizar os possíveis ganhos que a base de Alcântara trará para o Estado”, disse o secretário.

Jhonatan Almada enfatizou que o Maranhão, pela primeira vez, e de forma decisiva, contribui para a formação do quadro no setor espacial brasileiro e pretende com isso dar a sua contribuição em relação ao programa aeroespacial brasileiro, “aos desafios que o programa tem para se consolidar”.

O reitor da Uema, Gustavo Costa, classificou o início do curso como um momento histórico para o Estado. “Isso vai potencializar, e muito, a atuação do Estado via Centro de Lançamento de Alcântara, um empreendimento estratégico não só do ponto de vista da defesa do país, mas também do ponto de vista comercial. Esse é um momento de extrema relevância com destaque para o governo Flávio Dino e a capacidade de trabalho dos nossos professores e do ITA”, disse o reitor.

Avanço para o setor

Maxuel Fonseca Vieira, um dos alunos do curso, disse que o mestrado é um grande avanço para o Maranhão que não contava com curso nessa área. “A nossa expectativa é de grande aprendizado na área de engenharia, principalmente por ser uma formação com a parceria com o ITA. Minha intenção é concluir o curso e depois fazer um doutorado”, disse Fonseca, que é graduado em engenharia Mecânica.

A duração do mestrado, que nessa primeira turma conta com 20 alunos, é de 24 meses e funcionará em regime integral no prédio do Centro de Ciências, Tecnológicas – CCT/ Uema). Nesse período os alunos obterão créditos com disciplinas, seminários de acompanhamento, exame de qualificação, publicação técnica, atividades extracurriculares, proficiência em língua inglesa e dissertação. A turma é formada por profissionais graduado nas áreas de Engenharias, Matemática, Física, Ciências da Computação e áreas afins.

O representante do ITA, Luís Carlos Góes, explicou que o mestrado é uma linha de pesquisa que integra o Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Computação e Sistema (PECS), onde o ITA se alinha a Uema para desenvolver tópicos de interesse do CLA. “Existem outras linhas que estão em andamento para a criação de um curso de engenharia aeroespacial no Maranhão”, contou Luís Góes. “Esse é um marco importante porque acredito que é a primeira vez que vamos tentar direcionar os esforços para atendermos o CLA de uma maneira muito específica, e com isso o Maranhão ganha porque vai ter seu pessoal capacitado e envolvido nessa área”, completou.

A oferta do curso, segundo destacou o presidente do CLA, coronel Luciano Valentim Rechiuti, é vista de uma forma muito positiva para o centro de lançamento. “Nós vemos isso como uma oportunidade para o CLA aperfeiçoar nossos recursos humanos, e para que também possamos colaborar na formação de recursos humanos principalmente aqueles ligados ao estado do Maranhão. A colaboração da Uema nesse caso vem de uma maneira muito oportuna, porque nós podemos unir esse conhecimento à universidade com o nosso trabalho operacional, trazendo benefício tanto para a universidade quanto para nós”, disse o coronel, destacando ainda que o curso abre a possibilidade de novas vagas para maranhenses trabalharem no centro de lançamento.