Governo intensifica busca ativa com Carreta da Hanseníase

Carreta Ponto Final da Hanseníase na Praça Deodoro. Foto: Divulgação

Com a Carreta Ponto Final da Hanseníase, o Governo do Maranhão está intensificando o serviço de busca ativa de casos da doença por todo o estado. A ação, realizada em parceria com o laboratório Novartis, integra as atividades do Programa Estadual de Controle da Hanseníase da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que tem objetivo de realizar o diagnóstico precoce e ampliar o acesso ao tratamento. A carreta estará realizando atendimento nesta segunda (19) e terça-feira (20), na Praça Deodoro, no Centro de São Luís. Até até outubro, vai contemplar 62 municípios.

Em 2016, mais de 10 mil atendimentos foram realizados durante as atividades da carreta no Maranhão. Em seis meses, 71 municípios foram beneficiados e 284 casos de Hanseníase foram diagnosticados. Ainda no ano passado, em ação na Praça Deodoro, cerca de 400 pessoas passaram pela carreta e 34 casos da doença foram detectados. Neste ano, a proposta é, em dois dias de atividades, beneficiar mais cidadãos com o atendimento.

Atendimento realizado durante a Carreta Ponto Final da Hanseníase. Foto: Divulgação

A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Maria Raimunda Mendonça, explicou como funciona a ação e de que forma ela contribui para alcance dos objetivos do programa. “Em algumas localidades, tem gente que tem dificuldade de acesso a uma unidade de saúde. Com a carreta, desenvolvemos um trabalho que chama atenção da população e oferece atendimento rápido e eficiente, oferecendo oportunidade para o diagnóstico precoce”, destacou.

A carreta funciona com cinco consultórios e um laboratório para diagnóstico e faz distribuição gratuita de medicamentos. Durante atendimento, os pacientes passam por consultas médicas e são avaliados através de exames e testes de sensibilidade. Os cidadãos diagnosticados com a doença iniciam o tratamento ainda na carreta e são encaminhados para Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa ou, em casos mais avançados, para unidades de referência no estado como os hospitais Aquiles Lisboa e Genésio Rego.

Nesta segunda-feira (19), a ação beneficiou quem passava pela Praça Deodoro. “Eu já recebi atendimento na carreta da vez passada. Estou aqui novamente porque vim fazer uma compra e já aproveitei porque é uma oportunidade que a gente tem de cuidar da saúde”, disse a autônoma, Elisângela Reis Lima, 42 anos. “Tenho uma mancha e sinto dores. Estou sentindo uma preocupação grande e aproveitei a oportunidade para ver que é”, contou a lavradora Maria do Rosário de Oliveira, 53 anos.

A Hanseníase é uma doença que tem tratamento e cura. Quando mais cedo for realizado o diagnóstico, menores poderão ser as sequelas da doença. “A gente incentiva também o autoexame para que a própria pessoa, em casa mesmo, possa identificar o mais rápido possível o surgimento das primeiras manchas e buscar atendimento em uma unidade de saúde para o tratamento adequado. A medição é gratuita e garantida pelo Ministério da Saúde”, explicou a médica sanitarista Conceição de Assis.

As atividades da Carreta Ponto Final da Hanseníase tiveram início nos dias 12 e 13 deste Mês São José de Ribamar e já foram realizadas em Paço do Lumiar e Raposa. As atividades no Centro da capital do estado marcam o início da itinerância da carreta pelo interior do Maranhão. Até o final do mês, receberão a ação municípios da regional de saúde de Chapadinha como Paulino Neves, Tutoia, São Bernardo, Brejo e Chapadinha.

Outra ações

Atendimento realizado durante a Carreta Ponto Final da Hanseníase. Foto: Divulgação

Além das atividades itinerantes com a Carreta Ponto Final da Hanseníase, a SES, por meio do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, incentiva os municípios a realizarem campanhas de detecção como as campanhas escolares. O poder público estadual também realiza supervisões nas unidades básicas de saúde e desenvolve capacitações com os profissionais que atuam nessa área no interior do estado, tendo em vista que todos os municípios contam com unidades básicas de saúde onde o programa está implantado.