Hospital Regional de Balsas alcança controle em casos de morte materna

O Hospital Regional de Balsas alcançou a marca de um ano sem nenhum caso de morte materna. A conquista é fruto de condições estruturais adequadas de atendimento, promoção de ações voltadas para a qualidade de vida da gestante e a prestação de um serviço mais humanizado desenvolvido pelo Governo do Estado para a unidade hospitalar. É a primeira vez, em 20 anos, que a região se destaca por esse resultado. Mensalmente, a unidade realiza mais de 24 mil atendimentos diversos alcançando mais de 240 mil habitantes da regão.

“Um ano de vida. É como classificamos essa conquista. A Regional de Saúde de Balsas alcança marca histórica em uma região que já foi sinônimo de perda de vidas e hoje vence esse quadro para ser exemplo de assistência às mães na rede pública de atendimento do Maranhão”, avalia o titular da SES, Carlos Lula. O hospital foi entregue em setembro de 2017 e desde então vem revolucionando os atendimentos de saúde dos 14 municípios atendidos.

A unidade hospitalar atende na média e alta complexidade, incluindo partos de alto risco, pediatria e cirurgia geral. Disponibiliza assistência materna de urgência e emergência obstétrica 24 horas. Em sua estrutura conta com 12 leitos clínicos, 14 pediátricos, 20 alojamentos conjuntos, quatro salas de cirurgia, quatro quartos parceria público-privada (PPP), seis leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo), seis leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa) e 12 para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto.

A unidade de saúde possui estrutura para realizar atendimentos nas especialidades de clínica médica, ginecologia, obstetrícia, cirurgia geral e pediatria, além de exames laboratoriais e diagnósticos em oftalmologia e cardiologia; e serviços de diagnóstico por imagem como ultrassonografia, mamografia, exames de radiologia, tomografia e endoscopia.

“Essa conquista prova que podemos sim ir contra os prognósticos e a crise e promover um atendimento em saúde de mais qualidade e mais humanizado para redução da mortalidade materna e infantil. Era uma dívida histórica com nossas mulheres e nossas crianças que este governo, com responsabilidade e compromisso começa a superar”, reforça Carlos Lula.

O Hospital Regional de Balsas é referência para cerca de 14 municípios: Balsas, Alto Parnaíba, Carolina, Feira Nova do Maranhão, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras, Loreto, Nova Colinas, Riachão, Sambaíba, São Félix de Balsas, São Pedro dos Crentes, São Raimundo das Mangabeiras e Tasso Fragoso.

Ações
Pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a cada dois minutos uma mulher morre durante a gravidez, no parto ou depois dele, devido a complicações. As causas mais comuns deste óbito, segundo o estudo, são hipertensão gestacional, hemorragias graves no momento do parto e infecções provenientes de abortos inseguros.

Para reduzir e controlar estes casos na região, dado o cenário encontrado de mortalidade materna, o Governo do Estado editou medidas de efeito direto no problema. Em parceria com a Prefeitura de Balsas, Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está em funcionamento na região o Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo, primeiro do mundo.

O centro oferece orientações sobre métodos contraceptivos, além de realizar o acompanhamento de casos de aborto e violência sexual. Funciona na Unidade Básica de Saúde Padre Pedro Fontes de Sousa e integra as ações que vêm sendo implementadas no estado para intensificar os cuidados com o público materno infantil e fortalecer as políticas públicas voltadas para a saúde da mulher. A unidade atua ainda na contribuição para a redução dos casos de microcefalia e atende demais municípios da região.

Estão ainda entre as ações a instituição do plano emergencial para potencializar maternidades de risco habitual cirúrgico e não-cirúrgico; o plano estratégico de enfrentamento da mortalidade nas mais diversas regiões de saúde, que vem para reduzir esses números da mortalidade materna; comprometimento com os municípios por um pré-natal de qualidade; implantação da Rede Cegonha para assistência pré-natal; ampliação de leitos obstétricos e neonatais; regulação obstétrica, dando fim à peregrinação das mulheres na hora de encontrar um hospital para realizar o parto; e instituição do modelo de boas práticas de assistência ao parto na rede Sistema Único de Saúde (SUS).

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