Hospital Regional Alarico Pacheco, em Timon, intensifica exames de pele para detectar casos suspeitos de hanseníase

Hospital Regional Alarico Pacheco, no município de Timon. (Foto: Divulgação)

Vinte pacientes que necessitam de biópsias de lesões de pele e exame histopatológico para confirmação diagnóstica em casos suspeitos de hanseníase participarão de um mutirão de cirurgias eletivas, na terça-feira (15), no Hospital Regional Alarico Pacheco, no município de Timon. Com a força-tarefa, o Governo do Estado fortalece as ações em alusão a campanha Janeiro Roxo, mês internacional de prevenção da doença.

Para o diretor clínico do Hospital Regional Alarico Pacheco, Candilberto Filho, o mutirão fortalece o mês alusivo ao combate à hanseníase e se torna uma importante ferramenta para o diagnóstico e tratamento da população. Mesmo com o mutirão, os serviços ofertados no hospital continuarão funcionando normalmente. “Queremos minimizar as sequelas da hanseníase, porque, se diagnosticarmos com antecedência, conseguiremos fazer com que as pessoas tenham qualidade de vida”, afirma.

Em 2018, o Maranhão teve 3.079 casos novos notificados, dos quais 650 em São Luís, sendo o estado que mais diagnosticou casos no Nordeste, fruto, principalmente, do trabalho educativo, diagnóstico e de treinamento de profissionais de saúde desenvolvido pelo Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Hospital Aquiles Lisboa (HAL) e Centro de Saúde Dr. Genésio Rêgo.

A coordenadora do Programa Estadual de Combate à Hanseníase da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Maria Raimunda Mendonça, destaca que o programa tem o objetivo de aumentar a detecção de casos nos municípios maranhenses, realizando estratégias, treinamentos e capacitação aos profissionais de Atenção Básica.

“A hanseníase é uma doença silenciosa e se caracteriza por manchas esbranquiçadas, avermelhadas, acastanhadas, que não doem e não coçam, podendo haver perda de pelos e sensibilidade no local. E pode causar dores nos nervos incapacidades e mutilações em grau mais avançado. O diagnóstico precoce da doença aumenta as chances de cura. O tratamento é gratuito e pode ser feito na rede pública de saúde”, informa Maria Raimunda Mendonça.

O Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem 50 leitos e oferece atendimento nas áreas de clínica médica, pediatria, obstetrícia, cirurgia geral e urologia para uma população estimada de 247 mil pessoas. A proposta é realizar mutirões de diferentes especialidades pelo menos uma vez ao mês para agilizar a realização de procedimentos cirúrgicos.

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