Ritual de queimação de Palhinhas atrai público para o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho

Público acompanhando o cortejo de Reis no Centro Histórico. (Foto: Divulgação)

Para marcar o encerramento do período natalino e celebrar o Dia de Reis, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur) realizou, na noite de sexta-feira (11), o ritual de Queimação de Palhinhas do presépio, no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, no Centro Histórico de São Luís.

A atração religiosa reuniu maranhenses e turistas que dedicaram um tempo para prestigiar a celebração que faz parte das tradições maranhenses.

Como representantes da atividade, foram nomeados como padrinho: José de Jesus Figueredo, mais conhecido por “Zé Olhinho”, brincante do boi da Santa Fé e que desenvolve trabalho com a comunidade do bairro Santa Fé; e como madrinha: Elzita Vieira Martins Coelho, mãe de santo do terreiro Fé em Deus, no bairro do Sacavém.

O evento teve início com o cortejo do grupo Reis do Oriente, da família Menezes. As pessoas se concentraram no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, de onde sairam cantando e louvando, passando pela Rua do Giz até chegar ao presépio na Rua João Vital de Matos, local onde estava a imagem do Menino Jesus.

Ao chegar no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, o ritual iniciou com a ladainha à Nossa Senhora, também conduzida pelo grupo Reis do Oriente e emocionando quem estava presente.

A madrinha Elzita Vieira carregando o Menino Jesus. (Foto: Divulgação)

“É sempre um prazer participar deste rito de passagem de ano. Eu penso que o ano só começa após eu participar da queimação de palhinhas. Sempre venho, desde criança”, conta o comerciante José Bonifácio Cardoso, de 62 anos.

Após o término da ladainha, os fiéis  começaram a desfazer o presépio. As murtas, as palhinhas secas, eram levadas até os fogareiros espalhados no chão do pátio do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho.

Fervorosa na fé, a madrinha da festa foi a primeira a jogar os galhos secos no fogareiro. Emocionada, Elzita disse que foi um grande presente ter sido destacada com a grande homenagem do título de madrinha. “Jesus que me agracia com tanto coisa boa. Eu estou muito feliz e nem consigo explicar quanta energia estou sentido”, relata.

A diretora do Centro de Cultura Popular Domingo Vieira Filho, Ana Cláudia Damascena, reiterou que a celebração é uma forma de preservar e valorizar a cultura do Maranhão. “É gratificante e chega ser um prazer está revivendo essa cultura. Tradição está que vem de outros tempos e a cada ano a gente traz o público de volta. São pessoas que cultivam esse momento. Estou muito feliz em ver a casa cheia”, comenta.

Após a cerimônia religiosa foi servido aos presentes chocolate quente, sucos e bolos de chocolate, milho e tapioca.

Sobre o rito

O ritual da Queimação de Palhinhas, tradicional no Maranhão e em algumas cidades de Portugal, é marcado pelo desmonte do presépio que reproduz a cena do nascimento de Jesus e a visita dos reis magos ao recém-nascido, na manjedoura.

Ao som da ladainha, que alterna latim e língua portuguesa, os fiéis retiram aos poucos as palhinhas da murta, que são utilizadas para decorar o presépio, e colocam para queimar em um fogareiro

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