Governo investiu mais de R$ 5 mi em novas escolas nos territórios indígenas

Diolino Guajajara, da Aldeia Boa Vista, comemora nova escola (Foto: Divulgação)

“A gente tinha aula embaixo daquele pé de Manga e do de Caju”. O relato de Diolino Guajajara, da Aldeia Boa Vista, em Jenipapo dos Vieiras, era uma realidade comum nas terras indígenas do Maranhão. Agora, as comunidades recebem do Governo do Maranhão novas escolas, com condições dignas. Só na Região Tocantina foram mais de R$ 5 mi investidos em construção de novos prédios, sendo oito concluídos e cinco em andamento.

Executadas pela Secretaria de Estado, em parceria com a de Educação, as escolas possuem toda estrutura necessária para garantir melhores condições de ensino e aprendizagem e atende a uma luta histórica  dos indígenas da região.  “A construção dessa escola é resultado de uma luta de muitos anos. Fiquei muito agradecido por ter essa escola dentro da aldeia, pros meus meninos, pros meus netos”, acrescentou Diolino.

Antes, estas comunidades enfrentavam muita dificuldade para manter as crianças estudando. Na aldeia El Betel, também em Jenipapo dos Vieiras, as aulas eram ministradas em um cercado de madeira, coberto por palha e em dias de chuva os estudantes ficam sem aula. “Aqui quando chovia inundava. Entrava água por cima, por baixo e ficávamos sem nenhuma condição de ter aula. Com a estrutura nova tudo muda. A base do país é a educação e a estrutura é essencial, é o primeiro passo”, conta o professor José Antônio Rocha.

Escolas atendem a uma luta histórica dos indígenas (Foto: Divulgação)

O impacto da construção dessas escolas vai além da estrutura física e qualidade de ensino, segundo o secretário da Sinfra, Clayton Noleto. Ele afirma que é um investimento que simboliza a valorização dos povos nativos e a diversidade étnica da população brasileira. “Com essa iniciativa, o Governo do Maranhão reafirma e valoriza a identidade de cada etnia e colabora para a garantia do direito de uma educação escolar específica, diferenciada e intercultural”, acrescentou o secretário.

Além das oito escolas de Jenipapo dos Vieiras, as cidades de Montes Altos, Itaipava do Grajaú, Amarante do Maranhão e Arame (que recebe dois prédios) foram contempladas com as unidades de ensino, com construção em andamento nos territórios indígenas.

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