Construção de 45 escolas muda realidade de ensino na zona rural da Região Tocantina

Estudantes festejam a nova escola em Bom Jesus (Foto: Janaína Amorim)

A Região Tocantina recebe, entre obras em andamento e demais serviços que já foram entregues na área educacional, a construção de 45 escolas na zona rural, desde 2015. São 19 cidades onde as unidades estavam em condições precárias e foram substituídas por estruturas dignas. “Recebemos uma escola boa, digna. A melhor coisa feita nesse povoado”, conta o líder comunitário Expedito Ferreira, da comunidade Barreira do Pau d’Arco, em Senador La Rocque.

Foram aproximadamente R$ 19,5 milhões de investimento realizados por meio do Escola Digna, programa do Governo do Estado, executado em parceria entre as Secretarias de Infraestrutura (Sinfra) e Educação (Seduc). O objetivo é garantir acesso à infraestrutura necessária para formação do cidadão livre, consciente e preparado para atuar profissionalmente nos mais diversos campos.

Os moradores ficam encantados com a diferença entre as antigas unidades de ensino e as novas. “Antes era de palha e barro a nossa escola. Agora, igual essa a gente nunca tinha tido. Nunca nem esperava um dia ter”, conta o lavrador Raimundo Catico, de Fernando Falcão.

Em todo o Maranhão foram quase 200 novas escolas do campo beneficiadas, um número histórico. Para o secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto, esse investimento representa para as comunidades, que antes eram esquecidas, possibilidades de novos caminhos. “Na educação há todos os processos necessários para a formação da consciência e do caráter. É uma ferramenta eficaz para a promoção da igualdade social. Por isso essa é uma das prioridades do Governo Flávio Dino”, enfatizou.

A construção das escolas contribui para o fim da multissérie no Ensino Fundamental. Nessa modalidade, alunos de diferentes idades e séries estudam na mesma sala, o mesmo conteúdo, com o mesmo professor. Essa situação limita o aprendizado dos alunos, já que as aulas precisam ser niveladas, muitas vezes por baixo, para que os estudantes das séries menores consigam acompanhar o conteúdo.

Entre outros impactos, está a maior permanência dos alunos nas escolas e mais acesso dessas comunidades, que muitas vezes se viam obrigadas a viajar longas distâncias. “Todas as comunidades próximas agora têm um reforço na educação, com a construção desse espaço. Uma escola boa e perto de casa. A gente só tem mesmo é que agradecer”, afirmou a aposentada

Adelson Cesar Xavier, líder comunitário da Vila do Chapéu, em Bom Jesus das Selvas (Foto: Janaína Amorim)

Ana Rosa Andrade, moradora de Formosa da Serra Negra.

O investimento representa, também, qualidade de ensino e melhores perspectivas de vida para as comunidades rurais. “Na gestão anterior a gente não tinha um ensino de qualidade. Mas agora, a gente tem esse privilégio porque a única herança que um pobre pode deixar para um filho é a educação e é uma coisa que ninguém pode roubar”, salientou o líder comunitário da Vila do Chapéu, em Bom Jesus das Selvas, Adelson Cesar Xavier.

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