Com diversidade, Orçamento Participativo ouve moradores para definir novas obras

Tauane Vidal participou do encontro

Já foram 20 audiências e ainda serão mais 15 para definir onde investir o dinheiro público. Assim estão sendo as rodadas do Orçamento Participativo 2019. A fórmula é simples: a população se reúne para escolher as prioridades. As mais votadas entram na lei orçamentária do próximo ano e viram obras, serviços e outros investimentos.

É uma ferramenta do Governo do Maranhão para ampliar a participação dos moradores no uso das verbas públicas. Até o ano passado, eram 15 audiências. Agora, serão 35 até o começo de julho. Nesta quinta-feira (13), é a vez de Imperatriz, Santa Inês, Lago da Pedra e Grajaú.

O público que tem se reunido é diverso. Inclui estudantes, donas de casa, operários, advogados e a comunidade em geral. São jovens e idosos. Homens e mulheres.

“A gente se sente muito importante por estar participando e de alguma forma contribuindo com nossas ideias para um futuro melhor de nossa cidade e comunidade”, disse Tauane Vidal, aluna da Escola Sertão Maranhense, em Carolina. “As audiências são um meio para que tenhamos acesso a melhorias como estas, pois a população sabe e coloca suas necessidades”, acrescentou.

Contribuição 

Para Nedson Ribeiro, professor do IEMA de Cururupu, os estudantes conseguem contribuir com o que aprendem na escola e podem aplicar na sociedade: “Não apenas na questão de Cururupu, mas da região como um todo. O que eles apresentaram nas audiências vai ao encontro dos interesses de toda a região”.

Em Açailândia, Ivanete da Silva, representante do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos, disse que “esta é a oportunidade de repassar ao governo quais as demandas da comunidade. É um espaço que temos de tratar diretamente dos nossos direitos”.

Líder do movimento quilombola de São Bento, José Preto disse que “é um momento muito importante para nossa comunidade, que nunca tinha sido chamada para essas discussões do Orçamento. Esperamos a melhora das condições de vida nesta localidade e que sejam incluídas no documento propostas em benefício destas populações”.

Em Governador Nunes Freire, a defensora pública Isabela Miranda afirmou que “essas audiências são um instrumento da democracia direta. A Defensoria Pública, sendo um órgão da Justiça do Estado e que existe para efetivar direitos do cidadão, não poderia deixar de fazer parte deste debate”.

De 2015 até agora, as Escutas Territoriais já resultaram em mais de 80 Escolas Dignas, hospitais, perfuração de poços e regularização fundiária, por exemplo. As demandas indicadas pelos maranhenses desde 2015 já representam investimentos de mais de R$ 160 milhões.

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