Liberdade de pensamento inaugura debate da Semana de Direitos Humanos

Semana comemora os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. (Foto: Divulgação)

Discutindo “Educação, Mídia e Liberdade de Pensamento”, a 8ª edição dos Diálogos Insurgentes iniciou a Semana Estadual de Direitos Humanos em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promovida pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop). O evento foi realizado nesta terça feira (4) no Auditório Palácio Henrique de La Rocque, em São Luís, e contou com a participação de cerca de 200 pessoas, que tiveram a oportunidade de ouvir especialistas nas áreas de educação, comunicação e direitos humanos.

O secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, mediou a mesa e descreveu a Declaração como fruto de três movimentos políticos-ideológicos. O mandamento cristão, que prega o amor ao próximo, as revoluções francesa e americana, que exaltavam os preceitos de igualdade, liberdade e fraternidade acima dos interesses particulares e a superação da violência promovida pela Segunda Guerra Mundial, através da qual a humanidade comprovou as possibilidades de sua desumana crueldade.

Segundo a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e integrante do Centro de Cultura Negra (CCN), Ana Amélia, o preceito de liberdade defendido pela DUDH vem sendo atacado pela defesa de uma escola sem pensamento crítico, que vai de encontro ao que defende a educação, que é a promoção do respeito e combate à violência de raça, classe e gênero.

Durante o evento, a Escola Sem Partido foi analisada criticamente pelo professor Lyndon Araújo, que argumentou sobre o contexto político no qual posicionamentos conservadores vêm atacando a liberdade de pensamento em vários ambientes sociais, em especial, na educação. Ainda segundo o especialista, este ataque direcionado a educação é resultado de um fundamentalismo que está repleto de desconhecimento, de falta de leitura e de discussão em relação a temas como gênero e diversidade sexual, por exemplo.

O professor acredita que para combater posicionamentos como esse é  necessário entender o que está acontecendo na sociedade, o que os fundamentalistas tem a dizer e porque o dizem, a solução é o diálogo com as periferias.

O professor Márcio Carneiro, especialista em comunicação digital, recordou que as redes sociais surgiram como uma esperança de dinamismo para a comunicação, na qual, as pessoas teriam mais possibilidades de canais, emissores e opiniões. No entanto, até os olhares mais otimistas não previram a face negativa que a internet escondia. A pluralização de olhares fizeram de todos nós emissores e fonte de conteúdo, que trouxeram outras disputas de poder político e econômico. Assim, o especialista afirma que é necessário entender os meios digitais, reafirmando a importância da academia e de debates como os diálogos insurgentes para entender esses processos: é preciso multiplicar as pesquisas e os espaços de discussão.

Confira mais da programação:

05/10 – Mostra de Cinema e Direitos Humanos – horários diversos;

06/10 – Lançamento da Mostra de Cinema e Direitos Humanos – 18h – no Palacete Gentil Braga, em São Luís (Obs.: A Mostra segue até o dia 12/12);

10/10 – Solenidade alusiva aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e lançamento do Prêmio Magno Cruz de Direitos Humanos – 17h – no Auditório do Palácio. Henrique de La Roque, São Luís.

Comentários

Comentários