Eventos culturais lideram preferência dos jovens para o novo Viva Cidade Operária

Jovens e adolescentes da Escola Maria José Aragão participaram da pesquisa (Foto: Jasf Andrade)

A Secretaria de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ouviu adolescentes e jovens sobre o projeto de Revitalização do Viva Cidade Operária, em São Luís. Entre os jovens de 15 a 19 anos que responderam a enquete pela ferramenta U-report, 67% tem preferência por eventos culturais como principal utilização do espaço. Os eventos esportivos, também, tem representatividade significativa nessa faixa, conquistando 33% dos interesses dos jovens.

Elaborada pela Unicef, a plataforma U-Report escuta e dá voz aos adolescentes em todo o mundo sobre temas ligados a proteção e defesa dos seus direitos. Seu objetivo é fazer com que as opiniões de adolescentes possam nortear a tomada de decisão de autoridades nas políticas e lideranças da sociedade civil.

O secretário de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, ressalta que uma gestão só é eficiente de verdade se envolver e valorizar a participação popular e associações locais. “Para que haja um governo democrático, com melhores resultados nas políticas públicas, é necessário escutar. O gestores públicos têm responsabilidade de servir à população, ser o alfaiate que cria a medida certa”, defendeu.

Aproximadamente 600 adolescentes participaram da enquete aplicada na macrorregião da Cidade Operária. Por meio da plataforma U-Report, os jovens responderam um questionário para elencar as prioridades e sugerir elementos que serão acrescentados no projeto de revitalização do Viva Cidade Operária.

Em um formato de “competição”, adolescentes da C.E. Maria José Aragão, bairro Cidade Operária, se dividiram em grupos e a equipe “Viva Marielle” conquistou o maior número de cadastros e respostas com a utilização da ferramenta U-Report.

“Participar deste projeto foi mais um ato de protagonismo dos jovens para nossa comunidade. Pensar em conjunto a revitalização do Viva está sendo muito significativo. Pela primeira vez a gente se sente parte de um todo. Os jovens com voz e contribuindo para melhorar nossa cidade”, disse Gabriele Dias, uma das participantes.

Hemerson Paiva, estudante da Escola Maria José Aragão, destacou como inclusão o processo de escuta para revitalização da praça. “Ouvir jovens para saber quais suas percepções sobre um espaço público alcança propostas que estimulam de maneira mais plena, interessante e participativa a nossa nova geração. A valorização de ouvir a comunidade já faz um bem danado, logo, conseguimos mostrar através da pesquisa o que a comunidade quer e precisa nesse espaço”, comentou o jovem.

Para a coordenadora da equipe social da Secid, Cristiane Bacelar, a parceria com a Unicef enaltece o protagonismo juvenil estimulando a participação social, contribuindo não apenas com o desenvolvimento pessoal dos jovens atingidos, mas com o desenvolvimento das comunidades em que eles estão inseridos.

“A iniciativa prioriza a intervenção comunitária, procurando com a ação concreta dos jovens, contribuir para uma sociedade mais justa, a partir da incorporação de valores democráticos e participativos por parte dos jovens e da vivência do diálogo, da negociação e da convivência com as diferenças sociais”, frisou Cristiane Bacelar.

Enquete

O resultado da enquete pela ferramenta U-Report trouxe, ainda, dados significativos de como os adolescentes utilizam os espaços de convivência do novo Viva Cidade Operária. 78% dos respondentes usam o Viva, sendo que 30% para praticar esportes.

As intervenções de preferência dos adolescentes e jovens da Cidade Operária são palco (34%), mais áreas verdes (26%), e Wi-Fi (24%). Estes resultados refletem o interesse da juventude da área pela intensificação das atividades culturais que hoje já são desenvolvidas no espaço, além da oportunidade de praticar novas atividades culturais, como teatro; shows e recitais, por exemplo.

Os jovens manifestaram preocupação com a preservação das áreas verdes existentes na praça e no desejo de ampliação. Também mostraram grande interesse pelo uso da tecnologia, demandando um espaço de convivência que seja adequado para a interação Online, com tomadas nos bancos e Wi-Fi livre.

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