Centro de Valorização da Vida faz seleção e treinamento de voluntários no Hospital Nina Rodrigues

Para participar da seleção, era necessário ter mais de 18 anos de idade

Trinta pessoas interessadas doar seu tempo e atenção para quem precisa de apoio emocional participaram no fim de semana do Programa de Seleção de Voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), que aconteceu no Hospital Nina Rodrigues, equipamento da rede estadual de saúde mental. O CVV é um canal que presta apoio emocional e atua na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente através do número 188.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) atua na capacitação das equipes e oferece estrutura física para o treinamento no Hospital Nina Rodrigues. Inaugurado em São Luís em setembro, o canal atende pessoas de todo o país – são cerca de 10 mil ligações recebidas por dia. O mantenedor do serviço é o Núcleo de Apoio à Vida de São Luís (Navislu).
“Também oferecemos apoio emocional para os voluntários, que atendem ligações de caráter afetivo e de sofrimento psíquico do outro. Nossa intenção é aumentar os voluntários atuando no posto do CVV”, disse o diretor do hospital Ruy Cruz.

Para participar da seleção, era necessário ter mais de 18 anos de idade, e pelo menos quatro horas disponíveis por semana ou oito horas a cada 15 dias. “Na seleção, a gente busca capacitar pessoas para o CVV, para que ela entenda, principalmente, a filosofia do trabalho, que difere das relações interpessoais. No CVV não emitimos opinião, não damos conselhos e não julgamos. Nosso trabalho é de escuta ativa, para prestar apoio emocional”, explicou o facilitador Werverson Coutinho.

Participando da seleção, o psicanalista César Rodrigues acredita que sua experiência vai contar positivamente para o trabalho, mas ao contrário do trabalho psicanalítico, ele não fará intervenções, apenas fará escuta qualificada. “Já aprendi na minha formação a aguçar a escuta, mesmo não fazendo as associações livres, mas o fato de escutar fará um bem para quem procura esse tipo de serviço”, comentou.

A advogada Kamyla Diniz é voluntária no CVV. Ela acredita que o trabalho faz diferença na vida de quem liga, mas também em quem ouve. “Depois do CVV me tornei outra pessoa. Você começa a enxergar o outro como um semelhante. Não julga, apenas ouve. Você aprende a não dar opinião ou questionar o estilo de vida das outras pessoas, você só ouve. A gente leva isso para a vida”, relatou.

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