Itaqui terá o mais moderno terminal de fertilizante da América Latina

A Companhia Operadora Portuária (Copi) prorrogou o contrato de arrendamento com a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) por mais 20 anos e vai investir R$ 80 milhões na construção de um terminal de fertilizante. O aditivo prevê a construção de um novo armazém com capacidade para 80 mil toneladas e possibilitará movimentação de até 3,5 milhões de toneladas de fertilizantes por ano.

A nova estrutura será a mais moderna do país para esse tipo de operação, com interligação do armazém ao berço 101 do Itaqui por meio de uma correia transportadora, dentre outros equipamentos. O contrato de arrendamento da Copi no Itaqui cobre uma área de 16 mil metros quadrados, destinada à movimentação de granéis sólidos e carga geral e o extrato de termo aditivo foi publicado no Diário Oficial da União na última semana.

“Esse contrato demonstra a confiança do investidor privado no porto público do Maranhão, fortalece o Corredor Centro Norte e o papel do Itaqui nesse cenário. Além disso, sinaliza a introdução do modal ferroviário na distribuição de fertilizante para toda a área de influência do porto”, afirma o presidente da Emap, Ted Lago.

Ele destacou a importância da cadeia regional integrada como porta de entrada e saída de cargas para o Corredor Brasil Central e também “o sucesso do modelo de investimento privado dentro da estrutura pública, que gera emprego, renda e desenvolvimento para o Maranhão”.

Para o presidente da Copi, Carlos Roberto Frisoli, “o empreendimento – que deve estar concluído em dois anos – vai consolidar o Itaqui como o porto de entrada de fertilizante de todo o Arco Norte, incluindo Goiás”. Ele avalia que o porto público maranhense é logisticamente mais ágil e mais competitivo pela localização geográfica (mais próximo do mercado externo) e por sua conexão ferroviária. “Vamos concorrer diretamente com os portos de Paranaguá e Santos”, afirma.

“A assinatura do aditivo ao contrato do terminal da Copi é mais uma entrega do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) no Porto do Itaqui, que tem estado entre as prioridades na carteira de projetos portuários do programa”, informa o diretor do PPI, Diogo Piloni.

Com essa entrega e os editais dos portos de Miramar e Vila do Conde, que serão publicados ainda em dezembro, “o programa celebra mais de 70% de execução da carteira de projetos no setor, com mais de R$ 3 bilhões de investimentos autorizados”, completa Piloni.

Carga de retorno

Com a consolidação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) e o volume de cargas oriundas do Terminal de Uso Privativo da VLI, o Porto do Itaqui vem se consolidando como principal porta de saída da produção de grãos (soja e milho) da região Centro-Norte do Brasil, com sucessivos recordes tanto em produtividade quanto em volume de movimentação de cargas.

Neste cenário, objetivando maximizar os ganhos obtidos por meio do desenvolvimento de uma carga de retorno, a importação de fertilizantes tem ganhado cada vez mais destaque no portfólio de cargas do porto público maranhense.

Em 2017 foram movimentadas 1,7 milhões de toneladas de fertilizante e agora está fechando 2018 com quase 2 milhões de toneladas, um recorde histórico dessa que é hoje uma das três principais cargas movimentadas no Porto do Itaqui. O investimento no novo terminal garante o atendimento a demandas atuais e futuras da fronteira agrícola do Arco Norte.

Comentários

Comentários