Conferência Metropolitana debate interesses de municípios

     Conferência promoveu debate de interesses comuns aos municípios da Região Metropolitana (Foto: Divulgação)


Conferência promoveu debate de interesses comuns aos municípios da Região Metropolitana (Foto: Divulgação)

Nesta terça e quarta-feira (10 e 11), a I Conferência Metropolitana promoveu, no Palácio Henrique de La Rocque, em São Luís, o debate de assuntos importantes, que abrangem os interesses comuns aos municípios da região. São questões que podem impactar o dia a dia de moradores de mais de uma cidade, em uma visão mais ampla.

Na abertura do evento, na terça-feira, a diretora da Agência de Desenvolvimento Metropolitano de Belo Horizonte, Flávia Mourão, falou sobre o cidadão metropolitano e algumas mudanças de comportamento que ocorrem a medida em que avança a instalação da gestão plena das regiões metropolitanas.

“Esse aspecto integrado coloca o cidadão no centro dos interesses comuns e não deixa ninguém da sociedade de fora das discussões”, disse a gestora da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que abrange cerca de 5 milhões de habitantes e foi instituída em 2009.

Para Flávia, as discussões metropolitanas em Belo Horizonte já resolveram questões urgentes, como a falta d’água em algumas cidades da RMBH. A metropolização, segundo ela, não é apenas uma lei ou teoria, mas uma necessidade de organização e planejamento urbano territorial.

O primeiro dia de Conferência contou, ainda, com a participação do superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos, Luiz Carlos Mantovani, que falou sobre os desafios, alternativas e fez um diagnóstico da mobilidade em regiões metropolitanas: “Temos que buscar alternativas que possam resolver a situação caótica nas metrópoles. Não há planejamento nem preocupação com o setor, a médio e longo prazo”.

Pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Transportes Públicos, em 450 cidades com mais de 60 mil habitantes, mostrou que em 71,8% delas há grande emissão de gazes. O levantamento identificou um aumento no uso do transporte individual (52%) em detrimento do coletivo (48%). Para Luiz Carlos, a precarização do transporte público contribui para o aumento dos congestionamentos e elevação nos níveis de poluição dos grandes centros.

Os dois dias de Conferência Metropolitana também contaram com outras discussões acerca de temas relevantes à metropolização, além da eleição dos membros do Conselho Participativo Metropolitano.

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