Escola Digna: vencendo uma obscena desigualdade

  • Artigo do Secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão

Estudar, dar aulas ou colocar os filhos em uma escola digna foi, por muito tempo, um sonho de milhares de maranhenses. Alguns, como a professora Daianis dos Santos, do Povoado Plano B, no município de Nova Olinda, chegaram a desacreditar e perder a esperança – “Só ouvia dizer: ‘um dia Plano B vai ter uma escola adequada, uma escola digna’. Para mim era impossível”.

Foi nessa mesma localidade que, ao entregar a escola digna à comunidade, o governador Flávio Dino viu, certamente, uma das imagens mais impactantes de sua vida. Na antiga estrutura de tábua, havia uma salinha improvisada e um quadro verde, com um desenho, em giz, do sistema solar feito por um dos professores, na última aula. A emoção que tomou conta daquele ambiente nos levou a refletir que, em apenas um clique, crianças de dois anos da classe média já têm acesso ao mesmo conteúdo através de tablet, computador ou aparelho celular.

E é essa dura e obscena desigualdade que o Programa Escola Digna está vencendo, dia a dia, em lugarejos onde nunca, antes, houve investimentos do Governo do Estado, como é o exemplo do ‘Plano B’ em Nova Olinda.

O tempo do completo abandono das estruturas físicas e do suporte às redes públicas de ensino no Maranhão e, também, da rede pública de bibliotecas foi superado em 2015, ainda no dia primeiro de janeiro, com a assinatura do Decreto que instituiu o ‘Escola Digna’. Até o momento, são mais de 700 escolas em todo o Estado, entre recuperadas e construídas, além da completa reconstrução e revitalização de 12 faróis que foram abandonados na época em que os recursos não eram destinados à educação.

Mas não é só com infraestrutura, tijolos e cimento que se faz educação e cultura; é preciso valorizar o profissional. E, de forma coerente, com todo o seu plano de governo, hoje, o governador Flávio Dino determinou que todos os professores do Estado ganhem acima do piso, em seus vencimentos, e os docentes com 40 horas semanais de trabalho recebam a maior remuneração do país. Fato que retira o Estado das páginas e do noticiário negativo, como era comum no passado, colocando-o em destaque no Brasil.

De igual modo, o governo investe em formação continuada para professores das redes públicas estadual e municipais, bem como realizou concurso para contratação de novos profissionais com jornada de trabalho de 40h; possibilitou, ainda, que professores com jornada de 20h semanais e que possuam compatibilidade de horários, tenham a oportunidade de ampliar sua jornada para 40 horas.

Outra importante ação que resgata o Maranhão do obscurantismo é a revitalização dos faróis do saber, que estão sendo devolvidos à comunidade como espaços para desenvolvimento e difusão de cultura, beneficiando, além da comunidade escolar, toda a comunidade de uma região, com o prazer da leitura e das mais diversas manifestações culturais.

Entretanto seria impossível desenvolver essa política sem a valorização dos bibliotecários, profissionais de fundamental importância para transformar os faróis do saber e as demais bibliotecas do Estado em espaços de produção de saber e cultura. Assim, o governo contratará bibliotecários para, com seu trabalho, auxiliar na transformação do Estado, com o desenvolvimento da educação por meio do acesso à cultura do nosso povo.

Hoje, os investimentos em educação e cultura são programas de Estado e o governador Flávio Dino segue transformando realidades, melhorando as condições para o ensino e a aprendizagem, sabendo que a escola não é um mero espaço físico, mas a junção de esforços para que as nossas crianças e jovens possam ter um futuro que lhes proporcione escolhas verdadeiras e que, por si, possam alcançar a felicidade.

A população maranhense, certamente, não aceitará retrocessos!

O Maranhão é de todos nós!

Felipe Camarão
Professor
Secretário de Estado da Educação
Membro da Academia Ludovicense de Letras e Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

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