Artigo do governador: Comunhão de Princípios

  • Artigo do governador Flávio Dino

Além das bandeirinhas e festejos do São João, este mês de junho é marcado por importantes chamados à reflexão para nós cristãos. Semana passada foi o Pentecostes, celebração do mistério do Espírito Santo, e neste feriado de quinta-feira comemoramos o Corpus Christi. As datas são lembradas por manifestações populares em todos os cantos do Maranhão, que alegram as famílias e nos convidam à vivência dos valores cristãos da solidariedade.

O Papa Francisco lembra que o Espírito Santo nos religa ao Pai, tirando-nos da orfandade da solidão e da desesperança. Reunidos novamente sob Deus, nos reconectamos com nossos princípios e nos livramos da “dificuldade de reconhecer o outro como irmão, porque filho do mesmo Pai”.

Belas palavras do Papa Francisco. Palavras ainda mais sábias em tempos tão sombrios, em que impera o individualismo e o desejo de fazer valer a sua vontade por sobre a dos outros, a qualquer custo. Esse egoísmo está representado, por exemplo, na busca vã de solucionar problemas com mais armas. Essas pessoas precisam ver que, liberando armas a quem possa pagar por elas, estaríamos recuando à velha lei do faroeste. O Senado teve sabedoria para derrubar essa tentativa ilegal, decisão que espero que seja confirmada ao final do processo legislativo.

Esse individualismo desvairado também está presente na ação de agentes públicos que se acham tão poderosos ao ponto de rasgar leis e dizer que isso é “normal”. Querem fazer crer que os fins justificam os meios, e assim acabam cometendo corrupção ao pretexto de combatê-la.

Opondo-se a esse individualismo egoístico e destrutivo, o valor da vida em comum é um dos basilares princípios cristãos. Neste feriado de Corpus Christi, celebraremos o sacramento da comunhão, momento em que nos unimos ao Corpo de Cristo e reafirmamos a elevação da vida em comum.

Em Atos 4:31,32, a Bíblia ensina: “E, tendo orado, moveu-se ao lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns”. Essas celebrações cristãs reforçam, portanto, a condição de irmandade em que devemos viver.

Como cristão, trabalho diariamente para aplicar esses princípios no trabalho do governo do nosso Estado. Por isso que, quando me perguntam sobre qual principal obra vai “marcar” o nosso governo, sempre aponto o cuidado com as pessoas, mediante políticas públicas feitas com amor. Este é muito mais forte e importante do que grandes estruturas de cimento e tijolos. Também fazemos estas obras físicas, mas sobretudo nos emocionamos quando uma ação nossa faz uma pessoa sorrir. São sorrisos de respeito e luta por dignidade que nos impulsionam.

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