Pais aprovam tratamento odontológico dos filhos realizados pelo Sorrir

A pequena Maria Sofia. (Foto: Márcio Sampaio)

Apesar do medo da pequena Emily, a sua mãe, Josenilde Vieira, comemorou o atendimento oferecido à filha. A menina, de 6 anos, foi pela primeira vez ao dentista após ser referenciada pela Unidade Mista do Bequimão, por precisar realizar um canal para evitar a perda precoce de um dente. O procedimento de média complexidade foi realizado na Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão (Sorrir), equipamento do Governo do Estado.

“Ela estava se queixando de dores no dente e levei à Unidade Mista do Bequimão, que é mais próxima da minha casa. Lá fui informada que era melhor fazer o canal no dente do que fazer a extração de maneira precoce. E fomos encaminhados para o Sorrir”, disse Josenilde Vieira.

“Meu filho mais velho já faz tratamento aqui também e eu gosto muito. É moderno e eles fazem tudo aqui mesmo, do raio X à extração, canal e o que precisar”, contou Josenilde.

Emily Vieira é uma das crianças que contam com atendimento diário no Sorrir. Prestes a completar um ano de funcionamento, a unidade realizou, de março a dezembro do ano passado, 1.293 consultas na especialidade de odontopediatria e 2.049 procedimentos, entre restauração, limpeza, extração e canal.

No geral, são 4.500 atendimentos mensais ofertados a adultos, crianças e atendimento protocolar de pessoas com deficiência. No local, são oferecidos os serviços de endodontia, prótese, estomatologia, dentística, odontopediatria, bucomaxilo, periodontia, ortodontia e implantodontia.

Já no Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT), serão oferecidos serviços de radiologia panorâmica (digitalizada), radiologia, exames laboratoriais e radiologia periapical, além de atendimento de urgência, referenciado e espontâneo, e diagnóstico de câncer bucal.

“Dentre a lista de serviços que ofertamos, o canal é o tratamento que está no topo da lista dos realizados com crianças. Isso se deve muito a fragilidade do trabalho preventivo que deve ser realizado na ponta, com os pais, de maneira educativa, e também na dificuldade de acesso a informação adequada”, disse o diretor administrativo da unidade, Fabrício Saraiva.

“Por exemplo, uma criança de 4 anos não pode fazer a higienização bucal sem a supervisão dos pais. Esse pequeno detalhe pode prevenir a cárie e evitar outros males maiores, como a perda precoce de dentes em crianças”, completou Saraiva.

O pequeno Miguel Costa, de 6 anos, da cidade de Coroatá, precisa fazer uma cirurgia cardíaca e foi referenciado para a unidade para cuidar primeiro da saúde bucal – a boca pode ser uma porta de entrada de bactérias no organismo.

“Ele está com medo, nunca foi à dentista. Ele está na fila de espera para cirurgia do coração e o médico recomendou a consulta odontológica, pois foi detectada cárie. A Secretaria de Estado da Saúde então marcou a consulta e nos trouxe”, detalhou a dona de casa Eliane Costa, mãe do Miguel, momentos antes da consulta.

Odontopediatria no Sorrir

Emily recebe atendimento odontopediatrico no Sorrir. (Foto: Márcio Sampaio)

Para iniciar o atendimento de odontopediatria é feita a ficha da criança e uma pequena entrevista com informações sobre a saúde geral, hábitos alimentares e higiênicos. Também é feito o odontograma, uma espécie de gráfico que representa a boca do paciente, a fim de possibilitar a visualização fácil e esquemática da condição geral da boca do paciente, permitindo a troca de informações entre dentistas que podem estar atuando em conjunto no tratamento.

“Além do tratamento médico que realizamos aqui, conversamos com os pais sobre os hábitos das crianças que devem ser mudados para que elas não retornem com os mesmos problemas ou até mais graves”, destacou a odontopediatra Larissa Burnett.

Ela informou ainda que a estrutura física e equipamentos do Sorrir conferem qualidade ao trabalho dos profissionais e agilizam o tratamento dos pacientes, sobretudo das crianças que são mais sensíveis.

“A estrutura que temos aqui facilita nosso trabalho. Se precisamos de uma radiografia, ela é feita de maneira imediata e chega digitalizada no sistema e na nossa tela aqui no consultório, para fazermos a avaliação e iniciar o tratamento na mesma sessão”, explicou.

Fluxo de atendimento

Miguel Costa e Lidiane Alves aguardam atendimento pediátrico no Sorrir. (Foto: Márcio Sampaio)

A Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão (Sorrir) oferece à população atendimento de média e alta complexidade, inclusive com serviço de diagnóstico de câncer bucal, ampliando assim o acesso ao tratamento odontológico gratuito aos maranhenses de todas as idades.

Para ter acesso aos serviços disponíveis no Sorrir, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) residentes no estado do Maranhão devem ter passado primeiramente em consulta com uma Equipe de Saúde Bucal (ESB) das Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pelo estado, que fará o encaminhamento para a unidade dos casos mais complexos.

A marcação das consultas acontecerá via Call Center, com a UBS de origem fazendo o contato telefônico com o Sorrir para agendar a consulta do usuário para a especialidade encaminhada. No dia marcado, o usuário deverá comparecer à unidade, localizada em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande, em São Luís, de posse do seu cartão do SUS e encaminhamento, para que a consulta seja validada.

Funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, de 8h às 12h, o Sorrir dispõe de 17 consultórios odontológicos. É a primeira unidade pública de especialidades odontológicas do Maranhão, que oferta atendimento em nível de média complexidade, ou seja, realiza procedimentos que não são realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Depoimento

“Eu fiz um tratamento de canal aqui e gostei muito, então trouxe minha filha para fazer a extração de um dente”, Nataly Cordeiro, mãe da Maria Sofia Cordeiro, de 7 anos.

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