Hospital Nina Rodrigues promove rodas de conversa sobre depressão e autismo

Rodas de conversa sobre depressão e autismo foram realizadas no auditório do Hospital Nina Rodrigues (Foto: Wélida Nunes)

O Hospital Nina Rodrigues (HNR) promoveu durante esta semana rodas de conversa sobre depressão e autismo. Participaram dos debates profissionais das áreas de enfermagem, psicologia, terapia ocupacional, serviço social, além de acadêmicos de psicologia.

O diretor-geral do Hospital Nina Rodrigues, Ruy Cruz, ressaltou que a rede de atendimento é especializada no diagnóstico e tratamento da depressão. “As pessoas que estão passando por alguma doença mental ou sofrimento psíquico devem buscar atendimento na rede básica de saúde ou nos Centros de Atenção Psicossocial, que são da rede estadual. No caso de crise, recomendados que busquem uma unidade de emergência psiquiátrica – que é o caso do Hospital Nina Rodrigues”, explicou.

Pronto atendimento de urgência e emergência, ambulatório, enfermaria de curta permanência, enfermaria clínica e enfermaria de pacientes judiciais são serviços ofertados à população no Hospital Nina Rodrigues. A unidade implantou os ambulatórios especializados (infantil, de transtornos de humor, ansiedade e de esquizofrenia); a oferta das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) para usuários e servidores, tais como a meditação, auriculoterapia, acupuntura, reiki, dentre outros.

As rodas de conversa sobre depressão e autismo foram realizadas, nesta quarta-feira (24), no auditório da unidade. A ação fez parte das atividades alusivas ao Dia Mundial da Saúde, celebrado no dia 7 de abril.

A coordenadora de Psicologia dos Serviços de Saúde Mental do Nina Rodrigues, Lucilene Castro, destacou que a roda de conversa fomentou o debate sobre depressão e a humanização do atendimento. “Recebemos em nossas unidades um número considerável de jovens depressivos, ansiosos, e com outros transtornos psicológicos e emocionais. Nós precisamos estar preparados para cuidar e tratar com respeito os pacientes”, disse Lucilene Castro.

Com a temática depressão, a psicóloga clínica e representante do Conselho Regional de Psicologia, Ingrid Fernandes Costa Rodrigues, participou como palestrante na roda de conversa. “Nós precisamos saber diferenciar o que é uma depressão clássica e o que é o comportamento do jovem contemporâneo que tem dificuldade em lidar com o sofrimento, frustração – que pode aparentar ser depressão, mas que não é depressão. Hoje é importante que saibamos trabalhar a prevenção da saúde emocional dos jovens, que acontece com a mudança de posturas e comportamentos dos pais, para que haja uma redução do quadro de depressão desses jovens”, informou.

“Acho importante o diálogo, pois no CAPS temos recebido muitos jovens com quadro depressivo, com tendência ao suicídio, mutilações, dentre outros problemas. A gente precisa entender o quadro para acolher melhor cada um deles”, contou a enfermeira Rosângela Miranda, do CAPS Bacelar Viana.

Josué Garcia, estudante de psicologia, participou da roda de conversa. “Eu achei o tema muito importante de ser discutido, especialmente para que possamos assegurar o acesso aos serviços de psicologia às pessoas mais carentes, pois o comportamento depressivo entre adolescentes e crianças tem sido um fenômeno que tem atormentado as famílias, desde as mais ricas até as mais pobres e as famílias precisam saber como lidar com tudo isso”, destacou o estudante.

No período da tarde, a roda de conversa sobre autismo contou com a participação de Carmen Damous, psicanalista do ambulatório do Hospital Nina Rodrigues; Leidilene de Oliveira Carvalho, do Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde da SES; o psicólogo Daniel Carvalho de Matos, mestre e doutor em Análise Experimental do Comportamento e a psicóloga Ariadne Simone, do ambulatório infantil do Hospital Nina Rodrigues.

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