Governo celebra marca histórica de 365 dias sem morte materna

Secretário Carlos Lula e demais autoridades no descerramento da placa comemorativa. (Foto: Márcio Sampaio)

O Hospital Regional de Balsas comemorou a marca histórica de 365 dias sem morte materna na Regional de Saúde de Balsas, composta por 13 municípios. Durante a solenidade o secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, assinou ordem de serviço para obras de adequação da unidade e instalação do serviço de hemodiálise. A conquista dos 365 dias foi alcançada no dia 28 de dezembro de 2018 – primeira vez em 20 anos que a região chega a marca histórica.

O resultado positivo na região foi alcançado após a adoção de estratégias e ações voltadas para a qualidade de vida da mulher, pré-natal, parto e puerpério, como a inauguração do Hospital Regional de Balsas, do Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo e a Planificação da Saúde. Um trabalho em parceria entre Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Prefeitura Municipal, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

“Dar cuidado, atenção e carinho, tratar os usuários do SUS como se deve, sem distinções é uma meta da SES. Quando inauguramos o hospital, tínhamos o desafio de fazê-lo modelo de assistência para o estado. Pois bem, hoje somos procurados por outros estados para saber como a política de saúde na região funciona e como conseguimos essa marca histórica. Os resultados são frutos de uma grande parceria entre Estado, municípios, Conass, Opas/OMS e os profissionais de saúde, que entenderam que saúde se faz de forma articulada e com investimentos”, destacou o secretário de Saúde, Carlos Lula.

“É fundamental termos esta união, este compromisso, porque a morte materna é um problema de saúde mundial. É preciso continuar a tratar esse tema como prioritário”, comentou Mônica Iassanã, consultora nacional em saúde sexual, saúde reprodutiva e saúde da mulher da OPAS/OMS, representando na solenidade a representante nacional da OPAS/OMS, Socorro Gross.

Para Jurandi Frutuoso, secretário executivo do Conass, os 365 dias sem morte materna registrada é uma obra que dignifica a pessoa humana. “Não é uma obra de cimento, mas é uma obra de dignidade humana. Morte materna é um desafio em todo o país, e a região de Balsas conseguiu mesmo longe da capital zerar esse indicador. Precisamos saudar com fervor todos os heróis envolvidos nessa obra”, disse.

O prefeito de Balsas, Erik Silva, também, destacou a conquista em seu discurso. “Representa a vida, a esperança e a dignidade às mães do sul do estado. É uma conquista importante, antes impossível sem a parceria do Governo do Estado e os outros organismos envolvidos”, salientou.

Durante a cerimônia, foi apresentada a história da empresária Olívia Dias Ciappina, que no mês de outubro precisou fazer um parto com urgência no Hospital Regional de Balsas e teve de passar por histerectomia, após apresentar uma complicação obstétrica grave associada a um quadro de pré-eclâmpsia. A mãe e filho Enzo Rafael precisaram permanecer na UTI por nove dias.

“Fui trazida para o regional e não se passaram nem 30 minutos entre minha entrada no hospital e no centro cirúrgico. Para mim, o grande diferencial do hospital é o calor humano. São seres humanos cuidando de outros seres humanos. Isso fez diferença mediante meu sofrimento. Balsas e região ganhou muito com esse hospital”, comentou Olívia.

Hospital

Olívia Dias Ciappina com o filho e o marido no Hospital Regional de Balsas. (Foto: Márcio Sampaio)

Inaugurado em 20 de setembro de 2017, o Hospital Regional de Balsas foi um dos destaques entre as iniciativas que levaram a melhoria da assistência materno-infantil na região. Até dezembro de 2018, a unidade havia realizado 3.205 partos, dos quais 1.478 normais e 1.731 cesáreas.

Oferece assistência materna de urgência e emergência obstétrica 24h e é referência para 13 municípios da região e conta com 12 leitos clínicos, 14 pediátricos, 20 alojamentos conjuntos, quatro quartos PPP, seis leitos de UCINCo, seis leitos de UCINCa e 12 para UTI adulto e quatro salas cirúrgicas.

Mais

Morte materna é o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez. É causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela.

Participaram também da solenidade o deputado estadual Marcio Honaiser, prefeitos e autoridades de municípios da região, entidades de classe e sociedade civil.

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