Por: Elisângela Matos - Seagro
Data de Publicação: 2 de maio de 2008
Lançado em maio de 2006, o Programa de Desenvolvimento Integrado do Maranhão (Prodim) já melhorou a vida de 33 mil famílias da zona rural atendendo os 216 municípios maranhenses. A determinação do governador Jackson Lago, cumprida pelo secretário de Estado da Agricultura, Domingos Paz, era para o Prodim atender aos grupos mais fragilizados da sociedade, prioritariamente os quilombolas, indígenas, jovens da pedagogia da alternância e mulheres quebradeiras extrativistas. Além desse grupo, os 54 municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), localizados nas regiões do Alto Turi, Baixada e Lençóis Maranhenses.
Um dos pontos fundamentais para o estabelecimento de uma nova estratégia de atuação do Prodim é o apoio às demandas surgidas, tanto no processo de capacitação das comunidades a serem beneficiadas, como nas reivindicações feitas pelos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS).
De 2006 até os dias atuais já foram liberados 510 projetos, beneficiando quase 33 mil famílias, com um custo total de R$ 25.683.128. Eixos da área, ambiental, cultura, educação, geração de renda, saúde e saneamento foram os mais solicitados pelos beneficiários.
Agroindústria de farinha, sistema simplificado de abastecimento d`água, fossas sanitárias, miniusina de arroz, melhoramento de caminho de cesso, rede de distribuição de água, apetrecho de pesca, kit sanitário, caprinocultura, galinha caipira, centro de abastecimento, apicultura, reforma e equipamentos para EFA´s, campo agrícola, kit de irrigação, horta comunitária, barragem, centro de formação profissional, despolpadeira de frutas, ampliação de cais, fábricas de gelo e de sabão são os subprojetos mais solicitados pelos beneficiados.
Capacitação - Além disso, a superintendência do Núcleo de Programas Especiais, órgão responsável pela liberação desses recursos, capacitou mais de mil lideranças comunitárias somente em 2007. Cerca de 54 municípios foram envolvidos neste processo de formação. Esses eventos foram realizados entre os meses de junho a dezembro do ano passado, nos municípios das regiões do Alto Turi e Baixada Maranhense.
Para a superintendente do Nepe, Regina Lourdes Lopes, esta foi uma forma que o governo Jackson Lago encontrou para que o Programa de Combate à Pobreza Rural pudesse ter mais êxito no Estado. “Durante muito tempo foi trabalhado uma outra metodologia para este programa que não era satisfatória e não atendia as necessidades de nosso público alvo. Hoje, estamos adotando uma forma diferenciada de repassar as informações e de ouvir as lideranças rurais, e acredito que estamos no caminho certo”, afirmou Regina Lopes.
Outra atividade realizada também pelo programa foi à reformulação dos Conselhos Municipais do Desenvolvimento Rural Sustentável. O objetivo desses encontros foi orientar os membros dos CMDRS sobre a importância do Conselho, pelo papel significativo que representa no desenvolvimento rural sustentável dos municípios.
Durante o seminário foram discutidos temas relacionados ao desenvolvimento rural sustentável; combate à pobreza rural; projetos de sucesso e aqueles com deficiências, assim como a troca de experiências bem-sucedidas que servem de exemplos para consolidação dos CMDRS.
O Coordenador do Prodim, Antônio José Castro Ramos explica que essas mobilizações servem para capacitar esses seguimentos que são envolvidos com as comunidades beneficiadas pelo programa.
Demandas Especiais – Os grupos especiais são formados pelos indígenas, quilombolas, mulheres extrativistas, pescadores e jovens da pedagogia da alternância. Desde quando foi lançado em 2006, o Programa de Desenvolvimento Integrado do Maranhão liberou para as aldeias indígenas 26 subprojetos, em um custo de R$ 763, beneficiando 1.102 famílias. Os tipos de subprojetos variam entre Agroindústria de Farinha, Mandala de Fundo de Quintal, Piscicultura, Miniusina de Arroz, Construção de Escola e Galinha Caipira.
Para as comunidades negras foram liberados 58 subprojetos, beneficiandos mais de 3 mil famílias e o recurso liberado chegou a R$ 2.938.787. Os projetos vão desde sistema simplificado de água, fossas sanitárias, melhoramento de caminho de acesso, campo agrícola, entre outros.
Já as mulheres extrativistas receberam 27 subprojetos, no total de R$ 1.253.905, beneficiando quase 2200 famílias. Os projetos solicitados vão desde caprinocultura até centro de formação profissional. Cerca de 21 subprojetos foram liberados para os jovens do campo. Sendo que o recurso disponibilizado chegou a R$ 1.053.750, beneficiando 2.257 famílias.
Os grupos dos pescadores durante esses dois anos de Prodim receberam 23 subprojetos, beneficiando mais de duas mil famílias, com um recurso disponível de aproximadamente R$ 1.592.731. Os projetos mais solicitados foram barco e apetrecho de pesca, piscicultura, fábrica de gelo, processadora de marisco, açude, rampa, ampliação de cais, apetrecho de pesca e pesca artesanal.
Após a posse de um trabalhador rural, como secretário de Estado de Agricultura Pecuária e Desenvolvimento Rural, a qualidade de vida do homem do campo melhorou bastante.
Fotos por: Divulgação

Criação de galinhas caipiras em Piqui da Rampa, comunidade quilombola -
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