Por: Christianne Oliveira - Sinc
Data de Publicação: 14 de maio de 2008

Representantes de entidades públicas participam da criação da Câmara Temática do Leite -
Alta ResoluçãoPara proporcionar o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite no Maranhão, a Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Sinc) promoveu nesta quarta-feira (14), no auditório da Fiema, a primeira reunião de criação da Câmara Setorial da Temática do Leite. Na oportunidade estiveram presentes entidades públicas e privadas ligadas ao setor como Inagro, Aged, Faema, Agerp, Amasp, Seagro, BB, BNB, Basa, Embrapa, indústrias e cooperativas de lacticínios, além de outras que buscam agregar a cadeia produtiva do leite maior geração de renda e oportunidade de trabalho no Estado.
Durante o evento, o secretário da pasta, Júlio Noronha, expôs sobre a conjuntura econômica atual do Estado e as necessidades de alavancar e qualificar a produção do leite para que a cadeia completa (produção, indústria e comércio) aconteça de forma plena. “Somente uma ação conjunta será capaz de superar as dificuldades do setor, daí a necessidade de ser sincronizadas as ações, por isso nós sugerimos a criação da Câmara Setorial da Temática do Leite para partirmos para um plano de ação”, ressaltou o secretário. O secretário frisou que além desta Câmara Temática outras serão criadas com foco no setor de alimentos, com forte parceria com Seagro.
“Diferente do passado, quando os órgãos ligados ao setor foram desmantelados pelo governo, hoje há uma iniciativa de ampliar a cadeia produtiva de leite, através de parcerias de entidades públicas, privadas e instituições financeiras”, ressaltou o secretário adjunto da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Fortunato Macedo.
No evento, o representante do Inagro, Alexandre Athaíde, abordou sobre o convênio da Sinc x Inagro cujo objetivo foi realizar um diagnóstico preciso e detalhado de toda cadeia produtiva do leite na região do Pindaré até Buriticupu. Nesse diagnóstico, 65% dos municípios localizados na região já foram mapeados, entre eles o de Santa Luzia onde 31% da produção de leite é destinada ao mercado formal (industrial), 69% está na informalidade e 98% dos produtores necessitam de assistência técnica.
Segundo o diagnóstico, os principais entraves do setor são a baixa produtividade e qualidade, falta de tanques de resfriamento, acessos vicinais e principais, informalidade, além da questão tributária, que no Estado não é tão competitiva quanto nos Estados vizinhos. “Pela primeira vez estamos vendo iniciativas como esta do governo, de reunir forças para superar esses entraves do setor”, disse o representante do Inagro.
Para o produtor de leite do sudoeste do Maranhão, Fernando Virvedo, essa primeira reunião para formação da Câmara Setorial do Leite é uma ação positiva para que aconteça de forma pragmática uma mudança efetiva na cadeia produtiva do leite no Estado. “Estou muito feliz que governo atual esteja vendo com bons olhos o nosso setor. A instalação de uma câmara representará um avanço para nossa região”, frisou o produtor.
De acordo com o assessor especial da Sinc, Rodrigo Marques, o Estado está focando um setor em alta na economia mundial. “O Maranhão tem condições de ser a próxima fronteira do leite no Brasil”, enfatizou.
No encerramento da reunião foi encaminhada a formação de grupo de trabalho formado pelas entidades presentes que viabilizará a elaboração do estatuto e convocará nos próximos 30 dias uma assembléia para que a criação da Câmara Setorial do Leite seja efetivada.
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