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Maranhão se prepara para a classificação de baixo risco de febre aftosa

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Por: Conceição Caldas - Seagro
Data de Publicação: 22 de abril de 2008
Seis anos após sua criação, em 19 de abril de 2002, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagro), faz um balanço de suas ações e apresenta alguns resultados expressivos alcançados, fruto da estruturação do órgão em todo o Estado, das inúmeras capacitações e do intenso trabalho de campo de sua equipe técnica.
Em vias de realizar a sua 13ª campanha de vacinação contra a febre aftosa, em maio, período da primeira etapa, o Sistema Seagro, por meio da Aged, comemora as vitórias obtidas ao longo dos anos com os aumentos dos índices de cobertura vacinal e conseqüente melhoria da classificação sanitária do Estado.


De acordo com o coordenador do Programa de Erradicação da Febre Aftosa, o médico veterinário Aymoré Fernandes Dias Filho, com a criação da Aged o sistema agropecuário do Estado foi fortalecido. “Passamos por inúmeras auditorias do Ministério da Agricultura, algumas com orientações e outras de caráter fiscalizatório, para mudança de classificação sanitária. Lembrando que quando a Aged foi criada, em 2002, o Maranhão estava em situação de “Risco Não Conhecido (Desconhecido). Por conta de nossas ações e dos índices de cobertura vacinal satisfatórios, o Estado avançou rapidamente para “Alto Risco”, em 29 de setembro de 2002”, disse Aymoré.


O Maranhão continuou avançando neste processo, tanto é que o Ministério reconheceu os esforços do Governo do Maranhão pela estrutura que montou para aparelhar o órgão e elevou, após nova auditoria, o seu status de classificação sanitária - de Alto Risco para Médio Risco - em 28 de dezembro de 2004. “Com esta classificação, o Estado se habilitou a entrar nos estados que estivessem em situação de zona livre com vacinação (Baixo Risco), podendo comercializar seus animais vivos, produtos e subprodutos e participar de feiras e exposições agropecuárias. Isso foi muito favorável para os criadores que puderam circular nos Circuitos Centro-Oeste, Sul e Leste do país, setores onde há uma maior competitividade de mercado e vigoram os melhores preços para o setor agroprodutivo”, avaliou Aymoré Fernandes.


Por causa desta nova classificação, que se mantém até hoje, o Maranhão passou a atrair novos investimentos nos mais diversos ramos, como laticínios, frigoríficos e outros segmentos agropecuários. Tudo isso foi responsável pela abertura de novos postos de trabalho, gerando a empregabilidade direta de 400 mil pessoas. No atual momento, o Maranhão se prepara para passar por mais um grande teste, que será a mudança do status classificatório de Médio Risco para Baixo Risco, missão considerada árdua, porém, importante para que o Estado chegue até o final de 2009 à erradicação completa da febre aftosa, como prevê o programa e exige o Ministério da Agricultura.


Segundo Sebastião Anchieta, diretor geral da Aged/Seagro, esta etapa se constitui de três partes já previstas num cronograma a ser realizado em 2008. “A primeira parte será composta por uma auditoria feita por técnicos do Ministério, a ser realizada em maio próximo. Depois, uma segunda a ser efetuada em agosto, e uma terceira fase prevista para os meses de novembro e dezembro deste ano”, declarou Anchieta.


Em maio o MAPA vai avaliar se a Aged/Seagro está com o estudo preliminar do inquérito soroepidemiológico completo, avaliando este estudo e permitindo a continuidade das próximas etapas. Em agosto, será feita uma auditoria propriamente dita, avaliando todos os itens técnicos do programa e, se tudo correr bem, e o aval do Ministério da Agricultura for positivo, será iniciado o inquérito soroepidemiológico. O inquérito é um processo detalhado que envolve várias etapas e tem duração mínima de 180 dias, podendo ser estendido até um ano. Itens como controle de Guia de Trânsito Animal (GTA), índice de cobertura vacinal, barreiras zoofitossanitárias, coleta de sangue e análises laboratoriais, são alguns dos itens que serão avaliados.


Se o Estado passar bem em todos estes procedimentos e se tudo ocorrer conforme o Programa de Erradicação da Febre Aftosa, o Maranhão receberá uma portaria do Ministério como novo estado “livre de febre aftosa com vacinação”, com reconhecimento nacional, sendo um resultado muito aguardado pelo Governo do Estado, pelos criadores e por toda a cadeia agroprodutiva. “É um grande anseio dos pecuaristas avançar mais. Se atingirmos Baixo Risco nossas restrições sanitárias serão praticamente nulas dentro do país, excetuando-se o estado de Santa Catarina, que é o único que tem o status de “livre sem vacinação”, não recebendo animais vivos de estados com status inferior, apenas produtos e subprodutos, desde que sigam uma lista medidas sanitárias”, concluiu Aymoré.


É importante ressaltar que o Maranhão foi o primeiro estado do Circuito Pecuário Nordeste que deu um salto positivo de avanços dentro do programa, lembrando que os estados da Bahia e Sergipe não fazem parte deste circuito, pertencendo, os dois, ao Circuito Leste. O estado de Pernambuco veio logo após o Maranhão e conseguiu em 2007 o status de Médio Risco.


Agora, em maio de 2008, o Maranhão se prepara para mais uma etapa de campanha de vacinação, a ser realizada de 01 a 30 de maio, com o slogan “Proteja seu Rebanho da Aftosa”. Com ela, o Governo do Estado pretende atingir 100% de cobertura vacinal. Após essa etapa, a Aged/Seagro dará início à longa jornada em busca da classificação de Baixo Risco. Daí a importância do esforço dos pequenos, médios e grandes criadores em cumprirem o calendário de vacinação para que os índices de cobertura sejam ainda mais favoráveis.
 
 
VEJA QUADRO DE COBERTURAS VACINAIS DAS CAMPANHAS


2002
1ª etapa – 66,72%
2ª etapa – 68,68%
 
2003
1ª etapa – 50,11%
2ª etapa – 87,51%
 
2004
1ª etapa – 85,67%
2ª etapa – 86,31%
 
2005
1ª etapa – 92,24%
2ª etapa – 94,06%
 
2006
1ª etapa – 91,38%
2ª etapa – 91,37%
 
2007
1ª etapa – 92,84%
2ª etapa – 92,82%
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