Magalhães de Almeida
Origem
Consta que, por volta de 1.835, por ocasião de grande enchente no rio Parnaíba, o povoado de Melancias foi totalmente inundado. A comunidade foi atrás de um lugar alto, chegando ao local denominado “furo”, que passou a ser habitado pelo senhor Barnabé Pereira Mascarenhas, primeiro morador do lugar.
Tempos depois, o “furo” foi recebendo outras famílias, que ali edificaram novas construções, inclusive a capela de Santo Antonio, padroeiro do município. Fato que alterou o nome do lugarejo para Porto de Santo Antonio, em Honra ao padroeiro. Em 1925, foi elevada a categoria de vila, com nome de Magalhães de Almeida, em homenagem ao governador José Maria Magalhães de Almeida.
No ano de 1952, foi criada a nova cidade, desmembrando parte dos municípios de São Bernardo e de Araioses. Seu primeiro prefeito foi Benedito Romão de Souza.
Aspectos Geográficos
De ar bucólico e costumes tradicionais, Magalhães de Almeida é uma cidade tranqüila, que, como muitas outras do Estado, tem sua rotina quebrada com as mais diferentes bandas de forró
Com altitude de 36 metros acima do nível do mar, área territorial de 433k² , o clima da região é tropical úmido, com uma temperatura que varia em torno de 35° C o ano todo. Possui estações bem definidas e sol escaldante que provoca sensação térmica de 40°, obrigando consumo excessivo de água.
Distante 428Km de São Luís, o acesso está regular, exigindo atenção redobrada dos motoristas que transitam pela região. Limitando com os municípios de Araioses, São Bernardo e o imponente rio Parnaíba, que separa o Maranhão do Piauí.
A população de Magalhães de Almeida é estimada em 14 mil habitantes, de acordo com o censo de 2005, onde a maioria sobrevive do comércio, pesca artesanal, lavoura de subsistência e dos repasses institucionais.
Aspectos Naturais
A cidade está localizada à esquerda do rio Parnaíba. No período de águas baixas, várias ilhas se formam, onde a comunidade aproveita as belas praias de água doce para se refrescar nos dias de calor excessivo. A Lagoa Azul, no povoado de Melancias, também é motivo de atração. Ao seu redor, há bares, restaurantes, muito freqüentados pela comunidade e visitantes.
Lagoa do Bacuri
O Maranhão é um estado com grande oferta de água doce e quando se fala no assunto, lembramos logo dos rios Parnaíba, Itapecuru, Mearim, Tocantins, Pericumã entre outros. Pouca gente sabe que o Estado também tem uma infinidade de lagoas, nas mais diversas regiões, influenciando no modo de vida das populações que moram ao seu redor.
Na região do Baixo Parnaíba, especificamente no município de Magalhães de Almeida, está localizada talvez a maior lagoa de água doce do Estado. Com 60 km de extensão e aproximadamente 5km de largura, de 3 a 5 metros de profundidade, navegável por pequenas embarcações, a lagoa do Bacuri, ainda desconhecida da maioria dos maranhenses, não tem nenhuma infra-estrutura para receber turistas ou visitantes, contrastando com a paisagem do lugar e transformando-a num ambiente totalmente inóspito.
Também conhecida como um braço do Rio Parnaíba, a lagoa do Bacuri impressiona pela sua dimensão. Mesmo no período em que fomos conhecê-la, suas águas estavam baixas devido à estiagem que assola a região. Mesmo assim, o volume de águas da lagoa é imenso. A mesma começa no povoado de Coqueiro e termina no Rio Parnaíba.
A lagoa do Bacuri tem acesso um tanto quanto difícil. Chegando à cidade de Magalhães de Almeida, o interessado segue 18 km por uma estrada de terra até a imponente lagoa. Ao seu entorno, não há nenhuma infra-estrutura. Os aventureiros devem levar o necessário à sua estada no lugar que se assemelha ao semi-árido das regiões mais secas do nordeste brasileiro.
O Que Se Deve Levar:
Usar chapéu/boné Levar óculos escuros Usar tênis e roupas leves Usar protetor solar Tomar bastante líquido Ter boa disposição
Principais Eventos:
Festa de São Sebastião – 20 a 30 de janeiro, atrair milhares de visitantes à cidade Festa de Santo Antonio, padroeiro da cidade Aniversário da cidade Festas juninas – de 23 a 29 de junho. Gentílico de Magalhães de Almeida: magalhenses
