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Programa Integrado de Reconstrução das Cidades Históricas do Nordeste

Temendo que o brusco desenvolvimento econômico por que passava o Brasil destruísse as mais belas cidades do Nordeste e, desejando assegurar as bases de um desenvolvimento turístico, a Secretaria de Planejamento da Presidência da República organizou um "Programa Integrado de Reconstrução das Cidades Históricas do Nordeste". Este programa viabilizou a restauração, em São Luís, de um sobrado revestido de azulejo azuis na Praia Grande, hoje sede da Fundação Cultural do Maranhão, do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, da Gerência da Receita Estadual e dos Arquivos Estaduais.

No dia 11 de março de 1973 (decreto 5.069), o Estado criava o "Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico do Maranhão".

Por sua vez, pesquisadores começam a estudar a cidade. Dora Alcântara, que desde 1958 fazia o inventário da arquitetura e dos azulejos, começava a redigir a sua tese "Azulejos Portugueses em São Luís do Maranhão" (Rio de Janeiro, 1980).

Em 1976, os historiadores Ulisses e Virgínia Pernambuco de Melo redigiam um relatório sobre o "Sítio do Físico", primeiro esboço de um estabelecimento industrial no Maranhão. No mesmo ano, alunos da Escola de Arquitetura da Universidade do Ceará vinham investigar prédios do Centro.

Em 1977, um arquiteto americano, John Gisiger, elaborava sozinho um projeto de restauração. Na mesma época, o jovem engenheiro Luíz Phelipe Andrès elaborava a obra "Monumentos Históricos do Maranhão" (1979), em volta do que se organizou uma equipe muito dinâmica.

Este movimento despertou o interesse de um jovem historiador da arte ludovicense radicado em Lisboa, Rafael Moreira, assim como o de um professor de arquitetura parisiense apaixonado pelo Brasil, M. Jean Pierre Halevy, desde então reunidos nestas pesquisas por frequentes visitas.

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