Hábitos e costumes de um povo rodeado de tradições e esperançasHistóriaDesmembrada do município de São Luís Gonzaga (antiga Ipixuna), outrora habitado pelos coronéis, João Emiliano da Luz e José Carlos de Almeida Saldanha, detentores de grandes posses, uma infinidade de escravos, exerciam as atividades comerciais, agrícola e pecuária, que impulsionou o desenvolvimento do lugar.
A independência econômica é verificada a partir de sua emancipação nos anos 20 do século passado. Esta foi impulsionada pelas atividades agrícolas e comerciais desenvolvidas desde a chegada dos primeiros povoadores, o que propiciou a formação de uma das mais belas cidades do Maranhão. O município é recheado de uma atmosfera cultural incomparável onde seu maior expoente é João do Vale, personalidade do século XX no Maranhão.
Pedreiras, cidade próspera, de um centro urbano dinâmico de mentalidade aberta e estruturada numa ampla mobilidade social, sem perder o gosto pela tradição trazida de sua colonização, onde o negro teve papel preponderante nos costumes, nas crenças, amantes das coisas simples da terra tão cantado por João. Pedreiras de hoje está se tornando uma cidade universitária, com a perspectiva de uma vida bem melhor aos seus habitantes.
Origem do nomeBanhada pelo sofrivél rio Mearim, o nome Pedreiras, originou da grande pedra existente a margem esquerda deste rio, no lugar conhecido como Transual (transval), distante três quilômetros da cidade, com uma altura de aproximadamente 30 metros. Este lugar é ligado umbilicalmente ao município de Trezidela do Vale, sendo ponto de encontro da juventude que o procura para piqueniques e acampamentos. No passado eram celebradas missas, atraindo a comunidade e devotos. A pedra ainda permanece no rio Mearim. No verão as embarcações têm que desviar para não colidirem com a grande pedra.
Com 270 km de distância de São Luís, o clima da cidade varia em torno dos 27° a 37ºC, com altitude de 60 metros ao nível do mar. O período chuvoso começa em janeiro e vai até maio, sendo o resto do ano estiagem (seca).
Localizada na micro região do Médio Mearim, região central do Estado, o município de Pedreiras é detentor de uma fauna bem diversificada. As palmáceas dão um charme diferenciado ao lugar, predominado pelo babaçu, de onde o pedreirense do interior tira seu sustento. Sua economia é baseada no cultivo da mandioca, arroz e milho.
Festas/tradições e culináriaDesde sua colonização escravagista, os arredores de Pedreiras, eram usados como esconderijos para negros fugidos e libertos que chegavam à busca de refúgios, para estabeleceram suas moradias. Com o passar dos anos esses negros foram fixando residências nas comunidades remanescentes de quilombolas de Bom Jesus e São Domingos, mas suas tradições se fazem presentes em suas manifestações tradicionais como: o tambor de mina, bumba- meu - boi e os festejos a São Benedito, padroeiro da cidade.
Ainda tem as festividades de São Francisco, Santo Antonio e Nossa senhora das Graças, completando as festividades religiosas do lugar.
O artesanato tem característica bem local, com ênfase às palmáceas; a rede de tucum (palha de tucunzeiro), tricô e crochê feitos da palha do babaçu, entre outras, que diferenciam a arte pedreirense.
Na culinária, traz um sabor bem típico e sertanejo: o arroz de Maria-Isabel, carne seca, arroz de cuxá, peixada e a famosa galinha caipira. É só provar e aprovar.
De João a JacksonDo carcará que pega mata e come ao uricuri que madurou, simbolizando que vai haver fartura no sertão. Assim traduziu João do Vale, poeta maior de Pedreiras, numa alusão aos tempos, mostrando, que a terra conhece e traduz o seu tempo. João mostrou o sofrimento de sua gente, em suas composições, também profetizou tempos melhores, que podem ser traduzidos com a ascensão do mais ilustre filho da terra, Jackson Lago.
Ainda há EsperançaO Governador maranhense Jackson Lago, natural do município, desde cedo, no convívio de sua gente simples, buscou nas figuras típicas da região, inspiração em fazer deste Estado um celeiro de mulheres e homens valorosos, livrando de vez do estigma que o Maranhão é um Estado pobre e atrasado por natureza.
Pedreiras com sua gente de costumes simples, atestados pela fé devocional cotidiana e pela escassez de oportunidades, seu entorno ainda convive com a falta de moradias condignas, onde as casas, ainda são cobertas e ornamentadas pela palha do babaçu, que traduz a falta de políticas públicas na região.
O que se percebe são homens, mulheres e crianças que mesmo não tendo nada na mesa, guardam a fé e esperança no filho mais ilustre que acaba de ser empossado como governador do Estado e que o mesmo possa criar e implementar as políticas públicas tão necessárias a seus conterrâneos.
LendaOs mais antigos moradores de Pedreiras, contam que embaixo da grande pedra que deu nome a cidade, existe uma grande cobra, a sua cabeça está centrada na pedra e o rabo está embaixo do altar-mor da Igreja Matriz de São Benedito, é que a mesma a qualquer momento pode se desertar e engolir toda a cidade.
No passado, as pessoas que iam dar banho em animais sumiam, sendo comentado que a cobra os engolia. A explicação dos incrédulos é que na grande pedra existe um buraco e que as pessoas caiam dentro não voltando mais.
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