
Bairro comercial cuja consolidação se deu a partir de 1789, em decorrência da ampliação das atividades portuárias da cidade, no embalo da grande produção de algodão para exportação. Desse momento em diante, grandes firmas comerciais foram-se estabelecendo no bairro, para usufruir dos benefícios portuários, e a Praia Grande se tornou o centro econômico mais importante da Cidade.
Com a estagnação econômica, as firmas comerciais foram desaparecendo. Os velhos sobrados que não foram ocupados por órgãos públicos vinham, progressivamente, se deteriorando, chegando, alguns deles, à completa ruína.
A partir do "Projeto Reviver", que restaurou grande parte do bairro, a Praia Grande assumiu uma nova função: área de lazer com espaços para manifestações artístico-culturais.
Rua Portugal
Rua típica de comércio, em que se concentravam as firmas portuguesas mais importantes da época. Teve a honra de abrigar o primeiro elevador em São Luís, instalado no sobrado de quatro andares pertencente à firma Martins Irmãos.
Atualmente, ocupada por órgàos públicos e pequenas lojas de artesanato, a Rua Portugal guarda o maior conjunto contínuo de sobrados com fachadas em azulejos portugueses do Centro Histórico de São Luís, entre eles, o prédio que abriga o Museu de Artes Visuais.
Casa das Tulhas - Feira da Praia Grande
A "Casa das Tulhas" foi construída em 1820 com a finalidade de ser um espaço onde os lavradores pudessem guardar suas mercadorias e vendê-las pelo melhor preço. Em 1859, sob licença da Câmara de São Luís, a Companhia Confiança Maranhense assumiu a responsabilidade de retirar seus escombros para, em seu lugar, construir a atual Feira da Praia Grande.
Circundado por casas comerciais, na parte externa, a Feira tem quatro entradas, sendo que na principal, se pode ver, ao centro da bandeira de ferro aberta em arco, as iniciais CM, alusivas à Confiança Maranhense e, logo abaixo, a data 1861, talvez alusiva ao ano da conclusão.
Quando se deseja comprar determinados artigos: doces, licores, tiquiras, cachaças do interior, farinhas, panelas de ferro ou de alumínio reciclado, cordas, arames, sal grosso, etc, a Feira da Praia Grande é o endereço certo.
Beco Catarina Mina
Recebeu essa denominação em memória à negra Catarina Rosa de Jesus Ferreira.
Inteligente e muito bonita, a negra Catarina acumulou considerável fortuna, com que alforriou sua mãe e se fez proprietária de imóveis e senhora de escravos, acabando por tomar ares de grande dama. Sabia enfeitiçar com a sua simpatia e insinuante meiguice os ricaços da Praia Grande.
Parte dessa rua é formada por uma escadaria com 35 largos degraus em pedra de cantaria.
Rua do Giz
A Rua do Giz, originalmente, começava na Avenida Maranhense, hoje Avenida Pedro II, mas o trecho compreendido entre esta avenida e a rua de Nazaré foi aterrado.
Ao longo de escadas e ladeiras, erguem-se numerosos sobrados, dentre os quais se destacam o de número 221, hoje, Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, e o de número 235, que pertenceu à Baronesa de Anajatuba, hoje, sede do IPHAN.
Conheça também o Centro de Criatividade Odylo Costa, filho e o Espaço Cultural João do Vale.