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Praça Gonçalves Dias

Também conhecida como Largo dos Amores ou Largo dos Remédios, a praça é dominada pelo monumento erigido a Gonçalves Dias, com certeza o mais artístico e imponente de quantos há em São Luís. Este monumento teve sua pedra fundamental lançada a 10 agosto de 1872 e foi solenemente inaugurada a 7 setembro de 1873.

Da praça Gonçalves Dias tem-se a mais linda vista do pôr-do-sol na Baía de São Marcos.

Igreja dos Remédios

Apreciável exemplar de gótico estilizado, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios é, com certeza, a de linhas mais harmoniosas e de feição exterior mais imponente de quantas a cidade possui. De frente para a Praça Gonçalves Dias, a Igreja deu o nome de sua padroeira ao bairro, que, nos tempos coloniais, foi um matagal desabitado e conhecido como Ponta do Romeu.

Em 1719, a pedido do Capitão Manoel Monteiro de Carvalho, os religiosos do Convento de Santo Antônio doaram-lhe o terreno com área de 50 braças em quadra, onde esse devoto construiu a Ermida de Nossa Senhora dos Remédios.

À época, distante do centro urbano de São Luís, a igrejinha era visitada somente pelos fiéis que ali iam fazer ou pagar promessas.

Em 1775, o Governador Joaquim de Melo e Póvoas mandou abrir uma larga estrada que, no sentido norte/sul, ia da Ponta do Romeu até a Estrada-Real (Rua Grande). Com tal iniciativa, criaram-se condições para que a ermida passasse a ser freqüentada regularmente. Ao mesmo tempo, a atual Rua dos Remédios recebia seu traçado definitivo. As esmolas recolhidas, graças ao zelo do ermitão Francisco Xavier, possibilitaram a reconstrução do templo.

Palácio Cristo Rei

Em estilo colonial, composto de dois pavimentos mais mirante de terminação em beiral. Fachada principal: assimétrica, caída, com seqüência de óculos gradeados de ferro em vez de portas (no térreo). No segundo pavimento, portas-janelas com caixilhos fixos nas bandeiras e venezianas, apresentam balcão sacado, com o piso de cantaria e gradil de ferro apoiado por um grupo de mísulas talhadas em lioz. Os dois pares de janelas laterais desprovidos de balcão e bandeira, são em arco abatido como os demais. O mirante corresponde às portas centrais repetidas, com balcão corrido simples e protegido por envidraçados clássicos.

O Palácio Cristo Rei, prédio onde funciona a Reitoria da UFMA, outrora foi propriedade particular do capitalista José Batista do Prado, "O Pradinho". Seus últimos proprietários particulares passaram os direitos de posse para a Arquidiocese do Maranhão. Dessa data em diante, sob os cuidados da Arquidiocese, o solar foi sede da Escola de Jesuítas, mais tarde cedido para a Escola de Aprendizes Marinheiros, depois alugado para funcionar a Escola Normal do Estado.

Adquirido pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA -, na gestão do Cônego Ribamar Carvalho, teve, no reitorado de Josué Montello, sua atual e definitiva destinação: sede da Reitoria da UFMA.
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