Esta avenida, antes denominada Avenida Maranhense, constitui um dos principais locais históricos de São Luís. Isto porque nesse largo os franceses pretenderam implantar, em 1612, o coração da França Equinocial.
Na Avenida Pedro II estão situados o Palácio dos Leões, o Palácio La Ravardière, a Catedral Metropolitana ou Igreja da Sé e o Palácio Episcopal.
Palácio dos Leões
Em 1612, quando os franceses aqui estiveram na aventura da França Equinocial, foi construída a fortificação que recebeu o nome de São Luís, em homenagem a Luís XIII, rei de França.
Em 1615, com a expulsão dos franceses, recebeu o nome de São Felipe, homenageando Felipe III, da Espanha.
Mas, desse forte, só existe, hoje, dois baluartes, chamados de São Cosme e São Damião, ou velhas meias – laranjas, que Francisco Coelho de Carvalho, primeiro governador do Maranhão, reedificou em 1625, construindo nele casas para residência dos governadores.
Em 1761, no governo de Melo e Póvoas, deu-se início à edificação do palácio dos governadores, concluído em 1776. Mas essa construção não é a que chegou aos nossos dias. O atual palácio resulta de inúmeras reformas e ampliações, entre as quais as que realizaram o Duque de Caxias, o Conselheiro Pais Barreto e o Dr. Leitão da Cunha.
Finalmente, a radical reforma empreendida no governo Magalhães de Almeida, graças à qual o palácio dos Leões conquistou a importância que hoje representa.
Palácio La Ravardière
Este prédio é datado de 1689. Sabe-se que nele funcionaram, nos primeiros tempos, a Casa da Câmara e Cadeia, presidida por Simão Estácio da Silveira. Passou por várias reformas e, mais tarde, foi denominado Palácio La Ravardiere, sede do Governo Municipal, em frente ao qual foi erigido o busto de Daniel de La Touche.
Igreja da Sé
Esta igreja é um dos monumentos históricos mais antigos de São Luís. O início da construção foi motivado por uma peste que assolava a população na época. Foi quando, em 1619, o terceiro capitão-mor Diogo Machado da Costa, com o intuito de reforçar a fé dos atingidos pela varíola, mandou, com seus próprios recursos, construir a igreja que daria origem à atual catedral metropolitana.
Terminada a construção, foi inaugurada no ano de 1622 por Diogo Machado da Costa, marcando, com isso, o final de seu mandato.
Em 1 de julho 1687, a Câmara deu licença para que fosse construída uma nova igreja e, no ano de 1690, foi iniciada a nova Sé. Findada a construção, foi inaugurada pelo bispo diocesano D. Timóteo Sacramento, em 30 de julho de 1699. Mas, devido à fragilidade da construção parte da igreja desmoronou em 1761. A Sé antiga teve determinada a sua demolição, através da carta-régia de 11 de julho do mesmo ano.
A Igreja, depois das numerosíssimas transformações internas e externas que recebeu ao longo de três séculos, apresenta, exteriormente, o aspecto que lhe deu a reforma realizada em 1922 pelo bispo D. Helvécio Gomes de Oliveira.
Palácio Episcopal
O Palácio Episcopal tem sua origem no colégio e na capela Nossa Senhora da Luz, construídos em 1627 pelo Padre Luís Figueira. Mais tarde, com a expulsão dos jesuítas, em Carta Régia de 11 de junho de 1761, esse antigo colégio passou a ser residência dos bispos, seminário e livraria.
Abandonado em 1850 por estar em ruínas, sua reedificação começou no ano de 1869.