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Boi de Orquestra

O Boi de Orquestra identifica-se como de origem branca. É o sotaque típico da região do rio Munim e adjacências. Os bois mais famosos são o de Axixá, o de Morros, o de Rosário e o de Presidente Juscelino.

Instrumentos

Esse estilo é diferente, no conjunto de instrumentos, dos demais. Tem uma orquestra evidenciando a parte do sopro e cordas (saxofones, banjos, pistons e clarinetes) e mais um bombo, um tambor-onça e maracás. O saxofone é indispensável.

Ritmo

O ritmo é "um instante entre o batuque dos bois de matraca e o baião". É sacudido, alegre e brincalhão, gostoso, contagiante e com grande poder de comunicação. A música é faceira, cabriolante, panteísta. O ritmo é envolvente. Conta o pessoal de Rosário que ele surgiu graças ao saxofone de um certo músico, que, vindo de uma tocada, se deparou com um grupo de Bumba-meu-boi. Contagiado por aquela poesia, procurou acompanhar-lhe a melodia e, por fim, incorporando-se ao conjunto, fez nascer o Boi de Música ! "Se non é vero, é bem provato".

Indumentária

Nesse grupo, há uma percepção estética maior para os bordados laterais e frontais do boi, onde sobressaem miçangas, paetês, lantejoulas, canutilhos e até espelhos, em desenhos elaborados com rigor. Os brincantes usam chapéu em formato quase triangular e peitorais quase sempre de veludo.
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